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MEC tira da rede pública livro didático que exalta Mao

“Nova História Crítica”, de Mario Schmidt, elogia a Revolução Cultural da China. Editora diz que o “livro é perseguido há mais de dez anos pela direita raivosa”

O livro “Nova História Crítica”, de Mario Schmidt, editora Nova Geração, será retirado do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), por “problemas conceituais”, informa o jornal Folha de S. Paulo. A decisão do Ministério da Educação acontece após o jornal O Globo ter publicado trechos do livro nos quais o líder chinês Mao Tse-tung é tratado como um “grande estadista” que “amou inúmeras mulheres” e “foi correspondido”.

A matéria do jornal paulista informa ainda que o livro trata o fim da União Soviética como reflexo do desejo por carros importados, bons restaurantes, aparelhos eletrônicos, roupas de marcas famosas e jóias.

O livro é distribuído a alunos de 8ª série de escolas públicas desde 2002. Entre 2005 e 2007 o MEC comprou mais de 1 milhão de exemplares. Só este ano, o governo gastou R$ 944 mil com o livro. Segundo Jane Cristina da Silva, da Secretaria de Educação Básica, em 2008 a obra não estará no PNLD. As obras do PNLD são avaliadas a cada três anos por especialistas escolhidos pelas universidades federais.

Nas avaliações de 2002 e 2005, o livro foi aprovado “com ressalvas”. O catálogo distribuído aos professores há dois anos dizia que “os recursos usados para facilitar a apresentação de sínteses explicativas resvalam no maniqueísmo e em uma visão muito simplificada dos processos e contradições sociais”. Mas viu “grande potencial pedagógico” nos recursos da obra, “se bem aproveitados pelo professor”.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que “o livro didático deveria zelar para não emitir juízos de caráter ideológico”.

O editor da Nova Geração, Arnaldo Saraiva, disse aos repórteres Angela Pinho e Willian Vieira que o “livro é perseguido há mais de dez anos pela direita raivosa.” “É lógico que o livro tem um posicionamento político, todos os livros têm”, afirmou. A Folha diz que tentou falar com o autor, mas ele não se manifestou.

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