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MEC tira de carta slogan eleitoral, mas mantém filmagem do Hino Nacional

O Ministério da Educação (MEC) reconheceu nesta terça-feira, dia 26, que errou ao pedir para as escolas lerem uma carta do ministro Vélez Rodriguez com o slogan da campanha presidencial de Jair Bolsonaro. Também admitiu que errou ao não pedir autorização dos pais para as escolar filmarem os filhos na hora da execução do Hino Nacional.

Na segunda-feira, o MEC informou em nota que enviou uma carta para todas as escolas do Brasil pedindo a leitura dela com o slogan Brasil acima de todos, Deus acima de tudo, usado no período eleitoral. Também solicitou que as escolas filmassem os alunos cantando o Hino.

Nesta terça, o MEC informou que Vélez Rodriguez enviará uma carta atualizada, sem o slogan e alertando que os vídeos precisam de autorização dos pais. Na carta, o MEC ressalta que a decisão de acatar a solicitação é voluntária.

Segundo a nota, a gravação da execução do Hino Nacional deve ser precedida de autorização legal da pessoa filmada ou de seu responsável. Diz ainda que as imagens serão selecionadas “para eventual uso institucional”.

O ministro confirmou que a mensagem foi alterada e que o slogan não consta mais na carta. “Eu percebi o erro e tirei essa frase. Tirei a parte correspondente a filmar sem autorização dos pais”, disse o ministro, acrescentando que se algo for publicado será com a autorização dos responsáveis.

A carta do ministro provocou grande reação nos meios educacionais. Pelo menos 10 secretarias de Educação dos Estados informaram que não acatarão a sugestão do MEC.

Em nota, o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), que reúne os secretários estaduais, disse que a ação “fere não apenas a autonomia dos gestores escolares, mas dos entes da federação. O ambiente escolar deve estar imune a qualquer tipo de ingerência político-partidária”.

A União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) também se manifestou contrário ao pedido do MEC.  Veja a nota da Undime.

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