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MEC vai fiscalizar cursos de Odontologia e Enfermagem

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a medida tem o apoio das entidades de classe. Fiscalização começará nestes semestre

As faculdades de Odontologia serão as próximas a serem submetidas ao processo de supervisão do Ministério da Educação. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o anúncio foi feito pelo ministro Fernando Haddad no sábado, dia 24, na abertura do 27º Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo (Ciosp). A fiscalização começará ainda neste semestre. O jornal informou ainda que a assessoria do ministério disse que os cursos de Enfermagem também serão supervisionados.

O MEC já está supervisionando os cursos de Direito, Medicina e Pedagogia. Em breve, as faculdades de jornalismo também serão fiscalizadas.

O jornal diz que a medida tem o apoio das entidades de classe. “Não queremos limitar a formação de profissionais, mas garantir uma educação de qualidade”, afirmou o presidente do Ciosp, Antonio Salazar Fonseca, à repórter Karina Toledo. “Hoje, infelizmente, a maioria não tem saído da faculdade bem formada. Muitos cursos não têm docentes qualificados nem instalações físicas adequadas.”

Para o presidente da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD), Silvio Cecchetto, os formandos chegam ao mercado despreparados. “Na Odontologia não existe residência, como em Medicina. O aluno precisa ter contato com a parte prática ainda durante o curso. Mas muitos saem sem o conhecimento necessário para garantir um bom atendimento. Têm dificuldade para realizar um diagnóstico ou uma prótese dental, por exemplo.”

Cecchetto criticou a indústria da pós-graduação e os convênios. “Muitas vezes, a mesma equipe que preparou o aluno durante na universidade oferece cursos de aperfeiçoamento. E uma especialização em Ortodontia sai por volta de R$ 40 mil”, disse. Segundo ele, os convênios “remuneram por procedimento e não por qualidade e isso acaba aprofundando a inabilidade do profissional, que se vê obrigado a atender o paciente em 15 ou 20 minutos.”

Salazar disse ao jornal diz que a deficiência é maior no Norte e Nordeste, mas também há problemas em todo o País, principalmente no setor particular. Ele informou que existem 188 cursos de Odontologia no Brasil, que formam 8 mil profissionais por ano.

O Conselho Acadêmico de Odontologia do Estado de São Paulo aprovou um manifesto que pede providências ao poder público para suspender a criação de faculdades de Odontologia e fiscalização da carga horária, da qualificação dos professores e de sua presença na formação dos futuros profissionais.

Leia a íntegra da matéria de O Estado de S. Paulo

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