Melhora na educação ainda é muito lenta, diz movimento - CGC Comunicação em Educação
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Melhora na educação ainda é muito lenta, diz movimento

De acordo com o relatório do Todos pela Educação, 91,4% dos brasileiros de 4 a 17 anos estão na escola; e 47,14% dos jovens de 19 anos concluíram a educação básica
Um levantamento do movimento Todos Pela Educação sobre a evolução da qualidade da educação pública no Brasil, divulgado nesta quarta-feira, mostra que é “preciso ampliar os esforços para garantir o atendimento escolar e a conclusão da educação básica na idade adequada”. Se continuar neste ritmo, diz a organização, a tendência é o país não alcançar as metas estabelecidas para 2022.

De acordo com o relatório De Olho nas Metas 2009, baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE, o país não alcançou o patamar esperado de atendimento escolar para os jovens de 4 a 17 anos. A meta era chegar a 91,9% em 2008, mas a frequência foi de 91,4%. Já para a previsão de que 43,9% dos jovens de 19 anos devem ter o ensino médio concluído, o objetivo foi superado e atingiu 47,14%.

Entre os Estados, apenas a Bahia superou as metas de atendimento escolar para 2008. Alagoas, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Goiás ficaram abaixo da estimativa. Os demais estados e o Distrito Federal alcançaram os resultados estabelecidos.

Segundo o estudo, a taxa de crescimento verificada no período de 2003/2008 melhorou apenas nas regiões Norte e Nordeste.

O movimento destaca que 97,8% das crianças e jovens de 7 a 14 estão na escola. No entanto, na faixa entre 4 e 6 anos apenas 83,3% frequentam a escola. Entre os jovens de 15 a 17 anos esse número é de 81,3%. Para o Todos pela Educação, a aprovação da emenda constitucional que torna obrigatório o ensino dos 4 aos 17 anos poderá ajudar a melhorar este quadro.

O levantamento indica ainda que os fatores renda, moradia, gênero e raça têm forte impacto na probabilidade de frequentar a escola. Entre as famílias que se declaram sem rendimento, a taxa de atendimento é de 81%. Já entre as famílias com renda mensal de cinco salários mínimos ou mais, 97% frequentam a escola.

Segundo o relatório, “o fato de a família residir em uma zona urbana aumenta em 3% a probabilidade de seus filhos estarem matriculados na escola”. Se o pai está empregado, a chance de o filho ter atendimento escolar aumenta em 5,4%. A desigualdade entre brancos e não brancos permanece, chegando em 2008 a 93% e 91%, respectivamente, da freqüência escolar.

A análise dos dados referentes à conclusão das etapas da educação básica, mostra um avanço lento: apenas 61,46% dos jovens de 16 anos concluíram o ensino fundamental, quando a meta estipulada para 2008 era de 61,3%. Já no ensino médio, 47,14% dos jovens brasileiros de 19 anos já haviam concluído esta etapa – a meta era 43,9%.

Cinco estados superaram as metas de conclusão da educação básica: Ceará, Tocantins, São Paulo, Pará e Rondônia. Os demais 22 estados estão dentro dos objetivos.

Se a taxa de crescimento verificada no período de 2003/2008 se mantiver, nenhuma região brasileira conseguirá atingir a meta de conclusão do ensino fundamental em 2013. E apenas as regiões Norte, Sudeste e Centro-Oeste atingirão o patamar de conclusão do ensino médio para o período.

Para o presidente executivo do movimento Todos Pela Educação, Mozart Neves, 2010 será um ano fundamental para o futuro da educação, quando haverá a Conferência Nacional de Educação (Conae), a elaboração do Plano Nacional de Educação, que define como será a educação nos próximos 10, além das eleições para presidente, governadores, senadores e deputados federais. “Precisaremos de uma permanente mobilização social para que a educação passe do estágio atual, de tema importante, para agenda prioritária”, disse.hp color laserjet cm2320n mfpлобановский александр игоревич класстамбов оборудование