by /0 comments

Menos de 1% dos estudantes fazem curso de curta duração

Em 2005, das 4,4 milhões de matrículas nas graduações presenciais, apenas 83,2 mil (1,9%) eram nos chamados cursos tecnológicos, diz o jornal Folha de S. Paulo

Menos de 1% dos estudantes brasileiros se formaram em cursos superiores de curta duração, os chamados tecnológicos, nos últimos dez anos. Nos países desenvolvidos, o índice é de 29%. Os dados são do pesquisador Renato Pedrosa, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), informa o jornal Folha de S. Paulo.

“Estamos formando chefes e temos mão-de-obra de base. Falta a parte do meio da cadeia. Em uma empresa automotiva, por exemplo, precisa-se de um volume muito maior de técnicos do que de engenheiros. E não estamos formando técnicos”, disse ele ao repórter Fábio Takahashi.

De acordo com ele, uma das vantagens dos cursos tecnológicos é o custo por aluno, que chega a ser oito vezes menor do que em universidades tradicionais. Segundo o Censo da Educação Superior de 2005, os centros tecnológicos e as faculdades de tecnologia possuíam apenas 83,2 mil dos 4,4 milhões de matrículas nas graduações presenciais (1,9%).

O professor da Faculdade de Educação da USP, Cesar Minto, disse ao jornal que os cursos de curta duração não têm formação humanística. “Sem formação geral, com forte teor humanístico, você não cria cidadãos críticos. Forma apenas pessoas para seguirem ordens.”

Leia a íntegra da reportagem da Folha de S. Paulo

huawei p8 greyTopodinчеловек паук человек паук