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Mercadante promete rever programas que não estão dando certo

Pelos menos três programas prioritários do Ministério da Educação serão revistos porque não estão cumprindo seus objetivos, informou o novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, ao tomar posse pela segunda vez no cargo, nesta quarta-feira.

Segundo ele, serão reformulados os programas Alfabetização na Idade Certa, o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) e o Mais Educação, de ensino em tempo integral.

O ministro disse que “é muito insuficiente” o ritmo de avanço do projeto que prevê alfabetizar todas as crianças aos 8 anos. Já o Pibid “retém apenas 18% de seus egressos como professores da educação básica pública”. Também não está tendo o resultado previsto o Mais Educação. Segundo Mercadante, o programa “precisa estar focado no esforço da aprendizagem nas áreas básicas do conhecimento”, como português e matemática.

A bússola de Mercadante

Ele prometeu que o Plano Nacional de Educação (PNE) será a bússola de sua gestão. Na sua primeira passagem pelo cargo o plano ficou parado no Congresso Nacional.

Sobre a crise econômica, Mercadante disse que a pasta deverá fazer mais com menos. “Teremos que fazer mais com menos. Estamos convocados a ter mais gestão, mais criatividade e mais eficiência”, discursou.

Para avançar o PNE, Mercadante convocou a ajuda do Congresso Nacional, das Assembleias Legislativas e Câmaras dos Vereadores, dos Estados e Municípios.

O ministro reconheceu que o PNE não será cumprindo se os recursos dos royalties do pré-sal forem usados “sem planejamento e interlocução entre os gestores públicos e aqueles que militam na área”.

Mais promessas

Outras promessas feitas no discurso de posse foram colocar mais de 700 mil crianças de 4 e 5 anos na pré-escola, conforme já prevê a lei, acelerar a construção de creches e ampliar a assistência estudantil. Garantiu que manterá o cronograma da Base Nacional Comum Curricular e o programa para formação de diretores, criados na durante a gestão de Renato Janine Ribeiro.

Sobre a greve de mais de quatro meses nas universidades federais, Mercadante defendeu o não pagamento dos salários durante os dias parados. “A sociedade paga imposto e o serviço não é prestado. Temos que lutar pelo direito de greve, mas é preciso uma discussão transparente no Brasil”, disse.

Em seu discurso o ex-ministro Janine pediu a continuidade de um projeto para levar ética à educação, relata a Agência Brasil. Entre as medidas propostas estão cartilhas contra corrupção para as crianças, material esclarecendo o plágio nas pesquisas e um curso de ética feito em parceria com o Sesi e a Unesco.

Leia o discurso de posse de Mercadante