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Milhares protestam pela educação em todo o Brasil

Milhares de brasileiros foram às ruas de todo o país para protestar contra os cortes do orçamento do Ministério da Educação, nesta quarta-feira, dia 15 de maio de 2019. Nos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro classificou os manifestantes de “idiotas úteis, uns imbecis”. No Congresso Nacional, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, voltou a defender os cortes nas verbas não obrigatórias, que incluem custeio e investimento, sob pena de descumprimento da lei de responsabilidade fiscal.

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Segundo a Agência Brasil, os protestos contra o bloqueio de verbas das universidades públicas, dos institutos federais e das pesquisas foram convocados por entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

O jornal O Globo informa que houve atos em ao menos 161 cidades. Universidades e escolas públicas e privadas também fizeram paralisações.

Em São Paulo, a principal concentração aconteceu na avenida Paulista, que ficou totalmente fechada. A Polícia Militar não estimou o número de pessoas que participam do ato. O ex-prefeito de São paulo, ex-ministro da Educação e candidato presidencial derrotado por Jair Bolsonaro, Fernando Haddad, discursou cima de um caminhão.

Em Brasília, a PM estimou que 15 mil pessoas protestaram na Esplanada dos Ministérios. Os organizadores falam num público de 50 mil. Em outros estados, a PM ainda não divulgou a estimativa de público. Segundo organizadores, 250 mil pessoas estão nas ruas em Belo Horizonte, 50 mil em Salvador e 10 mil em Fortaleza. Nas quatro capitais, as manifestações foram convocadas para a manhã, informa O Globo.

No Rio professores e alunos de diversas faculdades da UFRJ realizaram a ação “Educação na praça”, com aulas em tendas espalhadas pelo centro. Representantes da Unirio, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e Cefet também comparecem.

Em Belo Horizonte, estudantes do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) participaram dos atos.

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