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Minas lança projeto para colocar professor na casa do aluno

100 educadores farão um acompanhamento escolar, aulas de reforço e diálogo com as famílias de 4,2 mil alunos do ensino médio de nove cidades mineiras

A Secretaria de Educação de Minas Gerais lançou na terça-feira, dia 5, o projeto piloto Professores da Família, pelo qual 100 educadores farão um acompanhamento escolar, aulas de reforço e diálogo com as famílias de 4,2 mil alunos do ensino médio.

Segundo o jornal O Estado de Minas, o objetivo é combater a evasão e aumentar a participação dos pais na vida acadêmica dos filhos. A reportagem informa que três em cada 10 alunos do ensino médio no Estado estão atrasados e 40% abandonam os estudos.

Num primeiro momento, o programa terá investimento R$ 1,9 milhão para atender 22 escolas estaduais do ensino médio de nove municípios. A meta é implantar o projeto em mais 36 cidades no próximo semestre, chegando a 100 em 2012. A previsão é de que seja investido um total de R$ 8 milhões.

Na primeira etapa, os educadores, que tem ensino médio ou superior e conhecimento prévio em informática e mobilização juvenil, vão atuar em municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) – são eles Presidente Kubitschek, Santo Antônio do Jacinto, Itinga, Ninheira, Mateus Leme, Confins, Capim Branco, Arinos e Matutina.

Para atuar no programa, os educadores receberão um treinamento inicial com 32 aulas e farão cursos a distância e presenciais.

“Vamos criar uma relação de porta em porta com as famílias, até porque educação não é uma matéria a ser resolvida apenas na escola. Ela tem tudo a ver com os valores e expectativas das famílias. Estamos tentando reinventar o ensino médio, que precisa ser mais atraente para o jovem. Hoje, um garoto passa oito horas numa lan house, mas não quer ficar quatro horas na sala de aula”, disse a secretária Ana Lúcia Gazzola.

O Estado de Minas cita o caso de Santo Antônio do Jacinto, a 849 quilômetros de Belo Horizonte. Mais da metade (51,1%) dos alunos do ensino médio estão atrasados na escola, segundo Censo Escolar 2009. As razões para o atraso são a reprovação ou matrícula tardia.

O prefeito Raniene José da Silva (PT) culpa a migração nos períodos de corte da cana. “Muitos jovens deixam a cidade durante a safra em busca de emprego no Sul de Minas e no interior de São Paulo. Por isso, há tanto abandono escolar e muitos estudantes atrasados”, disse.

O novo professor da família Ruliã Caetano dos Santos, de 27 anos, que tem experiência em trabalhos com crianças em situação de risco, disse ao jornal que vai “tentar canalizar a energia que a juventude tem para ações que despertem o interesse pelo estudo”.

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