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Ministro da Educação teme perder investimentos sem a CPMF

A não aprovação do imposto do cheque poderá fazer o governo recuar da proposta de vincular novamente os recursos da União para a Educação

A garantia de mais investimento para a Educação poderá ficar comprometida se CPMF não for prorrogada até 2011, disse o ministro da Educação, Fernando Haddad, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada nesta segunda-feira, 10 de dezembro. Segundo ele, a não aprovação do imposto do cheque poderá fazer o governo recuar da proposta de vincular novamente os recursos da União para a Educação.

Durante as negociações para a aprovar a CPMF, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, prometeu acabar com a DRU (Desvinculação dos Recursos da União) sobre a educação. Pelo mecanismo, a União pode tirar até 20% dos recursos da educação para investir em outras áreas.

Segundo o ministro, com a DRU, o orçamento do MEC perdeu, ao longo dos 12 anos, R$ 50 bilhões. “Eu temo pelo eventual desequilíbrio fiscal que isso (a não aprovação da CPMF) pode gerar. Cortar R$ 40 bilhões do orçamento não será uma tarefa simples, provavelmente vai comprometer o investimento em infra-estrutura e na área social”, disse à repórter Renata Cafardo.

O ministro não quis avaliar se o Programa de Desenvolvimento da Educação (PDE) ficará comprometido sem a CPMF. “Apreensivo, eu confesso que estou”, disse. De acordo com ele, o plano, que exige mais recursos para a educação, agrega R$ 19 bilhões, a partir de seu quarto ano.

Na entrevista, o ministro fala ainda do péssimo resultado dos estuantes brasileiros no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) e elogia a escola pública. “O que a escola pública é capaz de fazer com um investimento de R$ 170 por aluno, por mês, deveria surpreender tanto quanto os resultados”, disse ele sobre o Pisa.

Leia a íntegra da entrevista ao Estado de S. Paulo

 

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