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Ministro muda o Enade, defende aprovação do PNE e cobra formação de professor em universidade pública

Aloizio Mercadante disse ainda que a distribuição de um kit de combate à homofobia nas escolas não resolverá o problema
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, confirmou que vai mudar já este ano as regras do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). Além dos alunos concluintes de cursos superiores, a prova também será feita para os estudantes do penúltimo semestre da graduação.

A informação foi publicada pelo jornal Folha de S. Paulo nesta quarta-feira, 12 dias após o site do jornal O Estado de S. Paulo ter revelado que o MEC investiga denúncias de uma manipulação dos resultados da prova pela Universidade Paulista (Unip).

Na opinião do ministro, esta mudança evitará fraudes. “Isso resolve o problema que nós identificamos de postergar a formatura do aluno por um semestre, intencionalmente ou não, para poder eventualmente melhorar o desempenho no Enade”, afirmou.

As novas regras do Enade serão publicadas no Diário Oficial da União desta quinta-feira, informa a Agência Brasil.

PNE

Mercadante defendeu a aprovação do Plano Nacional de Educação ao participar da reunião conjunta entre a Comissão de Educação e a comissão especial do plano na Câmara. A proposta está na Câmara desde o final de 2010. “Precisamos construir um pacto suprapartidário em torno das diretrizes da educação antes que haja desmobilização em razão das eleições do segundo semestre”, disse.

O relator do PNE, Angelo Vanhoni (PT-PR) deverá apresentar um segundo substitutivo nas próximas semanas, segundo a Agência Câmara. O presidente da comissão especial, Lelo Coimbra (PMDB-ES), prometeu votado o projeto até o final deste mês.

Professores

O ministro da Educação cobrou das universidades públicas mais programas de formação de professores da educação básica. Segundo ele, apenas 16% desses profissionais são formados por universidades públicas. De acordo com ele, cerca de 620 mil dos 1,9 milhão de professores da educação básica não tem diploma de nível superior.

Ele destacou a desigualdade regional na aprendizagem dos alunos ao citar que as taxas de alfabetização até os oito anos são muito diferentes nos estados do Sul-Sudeste e nos estados do Norte-Nordeste. “Se uma criança não é alfabetizada na idade certa, a defasagem idade-série tende a crescer e há grande chance de essa criança sair da escola no ensino médio” afirmou.

Sobre a dificuldade alegada por Estados e Municípios em cumprir a lei do piso salarial dos professores, reajustado em 22% para R$ 1.445,00, Mercadante frisou que a lei precisa ser cumprida. “Entendemos essas dificuldades, mas essa proposta não é somente do governo. Ela foi aprovada por unanimidade pelo Congresso e todos os partidos têm responsabilidade sobre o piso. E quem faz a lei tem de cumpri-la”, afirmou.

Federais

O ministro da Educação pediu aos parlamentares a aprovação do projeto que cria 44 mil cargos em instituições federais de ensino superior. “Se não tivermos essas vagas de professores, não teremos como expandir o ensino técnico. Essa é uma questão suprapartidária e precisamos nos mobilizar em torno dela” disse. O presidente da Comissão de Educação, Newton Lima (PT-SP), prometeu ajudar trabalhar para aprovar o projeto “o mais rapidamente possível”.

Homofobia

Aloizio Mercadante disse, em resposta ao deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), que a distribuição de um kit de combate à homofobia nas escolas não resolverá o problema. A distribuição do material para o ensino médio foi suspensa no ano passado. “Precisamos fazer uma pesquisa mais aprofundada e cuidadosa sobre como construir um diálogo que respeite a diversidade em todas as suas formas, a pluralidade. Vamos ter que estudar mais a fundo a homofobia e como dialogar, porque o enfrentamento direto, eu acho que não vai ajudar. Simplesmente lançar um material didático, produzir um vídeo e lançar na escola, isso não vai resolver”, afirmou.

Na opinião dele, o Congresso criou um “clima” que “só acirrou as posições e quem vai pagar a conta dessa intrasigência são as crianças mais frágeis”.professional language servicesмихаил безлепкин квартирыдитячі ігри для дівчаток