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Novo ensino médio é sancionado, mas só entra em vigor em 2019

O novo ensino médio entrará em vigor em todo o Brasil a partir de 2019, informou o ministro da Educação, Mendonça Filho, ao sancionar a mudança na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), nesta quinta-feira, dia 16 de fevereiro. “Há prazos para os estados se adequarem a essa realidade. A base [Base Nacional Comum Curricular] só estará concluída até o final de 2017. Não poderíamos exigir a implementação plena pelos estados em 2018. Então, isso será feito com mais profundidade só em 2019”, disse, de acordo com a Agência Brasil.

O ministro lembrou que o ensino médio é diferenciado em cada Estado e a sua execução será discutida com os conselhos e secretarias estaduais, para que cada um faça as adequações necessárias. “A lógica é preservar as peculiaridades e valorizar o protagonismo dos sistemas estaduais”, disse Mendonça.

Segundo a secretária executiva do MEC, Maria Helena Guimarães, a tendência é que o primeiro ano seja concentrado na base e https://www.acheterviagrafr24.com/viagra-definition/ que, a partir do segundo ano, as escolas comecem a flexibilizar e diversificar o currículo com os chamados itinerários formativos, em que o estudante poderá escolher entre cinco áreas de estudo: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional. O projeto permite que os alunos escolham a área na qual vão se aprofundar já no início do ensino médio.

Dinheiro novo

Mendonça Filho garantiu que os estados terão suporte técnico e financeiro para implantar o novo currículo e o tempo integral. Segundo o ministro, R$ 1,5 bilhão já foram disponibilizados para este ano e o próximo para aumentar as matrículas no ensino integral. Hoje, 6% das matrículas do ensino médio são para o ensino integral, e a meta é dobrar esse número em três anos.

O ministro disse que nenhum aluno “vai fazer uma escolha definitiva sobre o curso, como faz no vestibular.”. “Eles estarão acentuando seu protagonismo e a área de conhecimento que já é da sua vocação, para que possam decidir sua trajetória.”

Ele reiterou que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) também vai se adequar à realidade do novo ensino médio. “Mas quero tranquilizar os estudantes que farão o Enem em 2017 e 2018, de que nenhuma mudança ocorrerá de forma repentina e, sim, obedecerá a esse ritmo de ampliação do ensino médio. Uma mudança mais substancial se dará a partir de 2019”, disse

Para Mendonça, a reforma do ensino médio não será responsável por uma mudança repentina e a percepção nos indicadores educacionais será gradual. Ele acredita que as mudanças já promoverão a equidade entre os alunos de escola pública e de escolas privadas.

Ao sancionar a lei, o presidente Michel Temer disse que a reformulação do ensino médio só foi possível graças à ousadia do governo, de encarar a polêmica que cerca os temas relevantes para o país.

O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Fred Amâncio, disse que o novo ensino médio está alinhado com o Plano Nacional de Educação, que apresenta metas para a melhoria do sistema educacional brasileiro.

Aprovada na última semana pelo Senado, a nova legislação prevê que o currículo seja 60% preenchido pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e que os 40% restantes sejam destinados aos chamados itinerários formativos.

As escolas não são obrigadas a oferecer aos alunos todas as cinco áreas, mas devem oferecer ao menos um dos itinerários formativos.

 

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