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Novo ministro da Educação nega radicalismo e promete resultados

O novo ministro da Educação Abraham Weintraub tomou posse nesta terça-feira, dia 09 de abril, prometendo diálogo e entregar resultados. Negou ser radical, enfatizou que não tem filiação partidária e garantiu ter experiência em gestão.

Ele pretende entregar o que foi prometido no plano de governo. “Com o que a gente gasta em relação ao PIB [5% do Produto Interno Bruto], a gente tem que entregar mais.  Bem sucintamente, mais com o mesmo que a gente já gasta”, afirmou.

O novo ministro também elogiou o antecessor, Ricardo Vélez Rodríguez  –  “é muito inteligente”, mas reconheceu o MEC “não está conseguindo entregar [os resultados] no ritmo esperado”.

Weintraub disse que é tímido, é de falar pouco, mas fez questão de tentar passar tranquilidade neste momento, informa a Agência Brasil.

O presidente Jair Bolsonaro discursou que a escolha de Weintraub foi feita entre mais de dez “bons currículos” e que viu nele a maioria dos pré-requisitos necessários para o cargo. “Ele é aquele que não tinha deficiência ou era melhor em cada um desses itens [pré-requisitos para o cargo], por isso eu escolhi o nosso Abraham”, disse.

Bolsonaro afirmou que Weintraub terá carta branca para escolher a sua equipe. Nos últimos meses, houve troca em pelos menos 20 cargos do alto escalão. “Ele [Weintraub], assim como os demais ministros que estão aqui, tem carta branca para escolher todo o seu primeiro escalão”, disse.

O presidente ressaltou que acredita no “empenho, dedicação e patriotismo” do novo ministro e definiu o que espera de resultado na educação até o fim do seu mandato. “No final do nosso mandato, se Deus quiser, em 2022, nós possamos ter uma garotada que não esteja ocupando os últimos lugares do Pisa [Programa Internacional de Avaliação de Alunos], uma prova internacional que se faz com a molecada desde a nona série do ensino fundamental, na faixa dos 15 anos. Nós queremos que não mais 70% dessa garotada não saiba fazer regra de três simples, não saiba interpretar texto, não saiba perguntas básicas de ciências”, discursou.

Transmissão do cargo

Na transmissão do cargo, à tarde, Weintraub destacou que sua primeira missão será pacificar o MEC. “Não importa se são olavistas (adeptos do escritor Olavo de Carvalho), militares, ou de esquerda. Tem espaço para todo mundo conversar com a gente”, discursou.

Segundo ele, quem começar a brigar “está fora do MEC”.  “Não vou atrás de esquerdistas. Só vou atrás de quem não cumprir a lei”, garantiu.

Abraham Weintraub voltou a prometer resultados e citou que o MEC tem um rumo e uma direção. Para ele, o orçamento de R$ 120 bilhões não é bem administrado. “Temos gastos como rico e serviços de pobre”, afirmou.

Quem é

Weintraub foi integrante da equipe de transição do governo e ocupava o cargo de secretário executivo da Casa Civil.

O novo ministro é professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mestre em administração na área de finanças pela Faculdade Getúlio Vargas (FGV) e graduado em Ciências Econômicas pela Universidade de São Paulo (USP – 1994).

Atuou como economista-chefe e diretor do Banco Votorantim, e como sócio na Quest Investimentos.

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