Número de matrículas no ensino superior cai 11% - CGC Comunicação em Educação
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Número de matrículas no ensino superior cai 11%

Ministério da Educação credita a queda a uma nova metodologia usada no questionário do censo, informa o jornal O Estado de S. Paulo

O número de matrículas no ensino superior brasileiro caiu 11,6% em 2009 na comparação com 2008, revela um estudo do Observatório EAD, publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta quinta-feira, dia 22. O trabalho considera os cursos presenciais e a distância.

Essa queda demonstra a dificuldade para se atingir uma das metas do Plano Nacional de Educação (PNE), em trâmite no Congresso, que prevê 30% da população de 18 a 24 anos matriculada na universidade. Hoje, dos 24 milhões de brasileiros nessa faixa etária, apenas 3 milhões estão matriculados, ou 13% do total.

A assessoria de comunicação do Ministério Da Educação disse à repórter Ocimara Balmant que a queda é resultado de uma nova metodologia usada no questionário do censo, para impedir que as universidades inflassem o número de alunos. O novo sistema mapeou os novos estudantes a partir dos CPFs. O MEC acredita que o censo de 2010 vai mostrar que a evasão é menor do que se supunha.

Segundo a reportagem, desde 2002 a queda era anunciada nos cursos presenciais, já que a taxa de crescimento vem diminuindo ano a ano. No caso dos cursos a distância, as matrículas registraram grande crescimento até 2008. Na comparação com 2009, no entanto, houve uma queda 28%.

Para comentar o estudo, jornal ouviu três especialistas do setor privado, responsável por 75% das matrículas do ensino superior. Naercio Menezes Filho, do Insper, disse que a queda “vai mudar apenas se conseguirmos diminuir a repetência no fundamental, baixar a evasão no ensino médio e ampliar as opções de financiamento”. Ele também relaciona a queda à opção por um curso técnico.

Na opinião de Carlos Monteiro, da CM Consultoria, a redução mostra uma desilusão em relação à formação universitária. “Houve um tempo em que preço baixo seduzia. Hoje, isso não acontece mais. A classe C percebeu que o mercado quer profissionais com competências e habilidades e isso não se resolve com um diploma”, disse a O Estado de S. Paulo.

O diretor executivo do Sindicato das Entidades de Estabelecimentos de Ensino Superior do Estado de São Paulo (Semesp), Rodrigo Capelato, atribuiu a queda à crise econômica mundial e garantiu que a tendência já foi revertida. “Estimamos que o número de ingressantes tenha aumentado 4% em 2010 e 4,5% em 2011”, disse.

No caso da educação a distância, ele acredita que a rigidez na regulação causou a redução nas matrículas. “Depois de um crescimento desordenado, a fiscalização aumentou e ficou mais difícil credenciar novos polos”, afirma.

O jornal informa que a evasão nas particulares de São Paulo chega a 27% e quase 50% das vagas ficam ociosas. “Carteiras temos para garantir os 30% (do PNE), faltam interessados”, disse Capelato.

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