Número de matrículas no ensino superior cresce 7,1% - CGC Comunicação em Educação
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Número de matrículas no ensino superior cresce 7,1%

A proporção de matrículas continua desigual: quase 74% das matrículas estão nas instituições privadas, mostra Censo da Educação Superior
O número de matrículas no ensino superior chegou a 6.552.707 milhões em 2010 – número 7,1% superior ao registrado em 2009, revelam dados preliminares do Censo da Educação Superior, publicados nesta segunda-feira, dia 7. São 6,3 milhões em cursos de graduação e 173 mil na pós-graduação.

Considerando a última década, de 2001 a 2010, o crescimento no número de matrículas foi de 110%, ou pouco mais de 3 milhões de estudantes. A meta incluída no Plano Nacional de Educação (PNE) é atingir 10 milhões de matrículas até 2020.

O número de estudantes que concluíram cursos de graduação passou de 390 mil (em 2001) para 973,8 mil (2010).

Licenciatura

O Ministério da Educação informa que o censo registrou um aumento de estudantes em cursos de licenciatura. Em 2010, um quinto das matrículas da graduação (21,1%), incluindo cursos presenciais e a distância, está nas licenciaturas. Elas representam do total de matrículas.

Nas disciplinas onde há falta de professores, o país teve, na última década, uma expansão nas matrículas e no número de concluintes. Enquanto em 2001 concluíram cursos de biologia 78 mil estudantes, em 2010 foram 160 mil; em física esse número passou de 18 mil para 42 mil; em matemática, os concluintes passaram de 60 mil para 86 mil, e em química, de 26 mil para 53 mil.

Públicas, privadas e desigualdades

As matrículas continuam concentradas (74%) nas instituições privadas, mas houve um crescimento de 12% no número de alunos das escolas públicas. Entre as instituições públicas de ensino superior, as municipais respondem por 1,6% das matrículas, as estaduais por 9,4% e as federais por 14,7%.

Os dados também mostram que as desigualdades regionais recuaram um pouco. A região Nordeste tinha 15% das matrículas em 2001 e alcançou 19%, em 2010; e a região Norte, que tinha 4,7% das matrículas, termina a década com 6,5%.

O Censo da Educação Superior mostra que 60% dos alunos estudam à noite. As matrículas nos cursos noturnos cresceram de 56,1% para 63,5% entre 2001 e 2010.

Nas instituições federais, que concentram 14,7% das matrículas, predomina o atendimento diurno, oferecido a mais de 70% dos estudantes. Já as universidades estaduais apresentam um atendimento mais equilibrado com quase 46% dos alunos matriculados no turno da noite. No caso das privadas, os números indicam um aumento na oferta de vagas noturnas que, em 2010, corresponderam a 72,8% dos estudantes matriculados.

Perfil

O perfil do aluno do ensino superior no Brasil é jovem. Em 2010, metade dos estudantes tinha menos de 24 anos e a média de idade nos cursos presencias estava em 26 anos. Já nos cursos a distância, metade dos alunos tem até 32 anos e a média de idade é 33 anos.

As mulheres continuam sendo maioria nos bancos universitários. No ano passado, 57% dos estudantes do ensino superior eram do sexo feminino, patamar que se mantém estável desde 2001.

Ensino a distância

A educação a distância (EAD) já responde por 14,6% das matrículas de graduação. Nos cursos presenciais, 3,9 milhões de matrículas estão no bacharelado, 928 mil nas licenciaturas e 545 mil na modalidade tecnológica, de menor duração. Já na educação a distância, as matrículas de licenciatura são 426 mil, de bacharelado, 268 mil, e nos tecnológicos, 235 mil.

Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, a década 2001-2010 “talvez esta tenha sido a melhor década, do ponto de vista de acesso à educação superior, em todos os tempos, tanto em termos relativos como absolutos”.

Para o secretário de Ensino Superior, Luiz Cláudio Costa, não será possível atingir a marca de 10 milhões sem o setor privado. Como as mensalidades ainda são caras, a aposta do ministério é expandir as bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

“No mundo inteiro você tem a presença do setor privado, seja em maior ou menor quantidade. Se você observar, a instituição mais bem avaliada nos Estados Unidos é Harvard, que é privada. No Japão e na Coreia também há forte presença do setor privado, mas a qualidade da educação é extremamente regulada. Por uma série de razões, nós temos a presença das instituições particulares com as públicas, o importante é que todas sejam compromissadas com a qualidade. Esse controle continuará sendo feito para que a expansão continue dentro desse princípio”, disse.

De acordo com o Censo, o país tem hoje 29.507 cursos de graduação presenciais e a distância, distribuídos em 2.377 instituições de ensino superior públicas e privadas.ооо полигон адреспример рекламы продуктаvegas online