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O coaching na educação

Coaching- Decidir qual o curso universitário irá cursar pode se transformar em uma grande angústia para os jovens. Às vezes, a decisão é muito difícil e o processo de escolha, doloroso. Antigamente, muitas escolas usavam os testes vocacionais. Hoje, é bem diferente. Um bom exemplo desta mudança é a estratégia da Escola Lourenço Castanho, em São Paulo: oferecer aos alunos que estão concluindo o ensino médio, encontros com educadores que se especializaram em um trabalho de coaching. São eles que ajudam os estudantes a refletirem melhor sobre suas escolhas de vida.

“O coaching é desenvolvido por alguns educadores da escola, que se capacitaram. Estudaram, debateram em equipe, fizeram alguns cursos com profissionais da área para poderem atuar”, conta a psicóloga e Diretora Educacional da Lourenço, Karyn Bulbarelli.

Os encontros não são obrigatórios, mas a adesão tem sido cada vez maior. “Esse é um período muito efervescente da vida dos jovens e a conversa individual com o educador ajuda o aluno a ter reflexões mais consistentes”, diz Karyn.

 Um trabalho de longo prazo…

O trabalho de coaching faz parte do projeto educacional da escola. Foi elaborado para ajudar os alunos a estruturarem seu percurso escolar, levando-os a reflexões importantes sobre si mesmos desde o início na educação infantil, quando eles já têm aulas de orientação educacional. Além, disso o projeto da escola  propõem aos alunos desde o Fundamental 1, as Ofertas Formativas Ampliadas: cursos que acontecem no contra-turno sob a forma de componentes curriculares eletivos, contemplando as quatro grandes áreas do conhecimento (Linguagens, Ciências Humanas e suas tecnologias, Ciências da Natureza e suas tecnologias).

No final do ensino fundamental, os alunos já se apropriaram um pouco mais de todo o seu caminho escolar. “Quando os alunos estão no 9º ano, eles já têm um currículo construído”, diz Karyn. Ela conta que o currículo de cada aluno é “posto no papel” quando iniciam o ensino médio. “Começamos a pontuar junto a cada um dos alunos suas ações, atividades escolares e extraescolares, suas  habilidades e afinidades. “Tudo o que eles já fizeram em suas vidas já delineia, de certa maneira, um esboço dos seus currículos”, explica a psicóloga da Lourenço.

No início do ensino médio, já com esse percurso um pouco mais apropriado, os alunos já têm uma noção sobre as áreas do conhecimento que mais lhes agradam.

Para a psicóloga, o objetivo maior deste trabalho de orientação educacional e profissional é fazer com que os alunos deem sentido aos seus esforços de formação. “Quando o aluno chega ao 2º ano do ensino médio ele faz um estágio de um dia em uma área que lhe agrada”, conta. Os estágios são oferecidos por empresas parceiras da escola e pelos pais de alunos.

O coaching, explica Karyn, é ofertado aos alunos do último ano. Em paralelo aos encontros entre o educador- coaching e o aluno, a escola promove uma jornada de profissões, com mesas temáticas. “Nem todos os alunos saem seguros sobre o caminho a tomar, mas grande parte começa a delinear sua carreira nas salas de aula da escola”, diz.

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