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SAEB e o ensino médio

CEO do Instituto Singularidades não vê surpresa no mau desempenho dos alunos do Ensino Médio no último Saeb

“O que acontece, é que o mundo não representa os jovens e os professores não sabem fazer a aproximação da cultura da massa, com a cultura popular e a partir daí, dar um salto para a cultura erudita”, avalia  o CEO do Instituto Singularidades, Miguel Thompson, sobre o desempenho ruim que os alunos do Ensino Médio obtiveram  na última Avaliação da Educação Básica (2017) – Saeb – , divulgadas hoje pelo INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira nas áreas de português e matemática.

Segundo ele, está faltando professores bem preparados para fazer a ponte entre o conhecimento prévio que os jovens já têm, e o conhecimento acadêmico. Thompson defende e aplica um currículo inovador nos cursos de licenciatura oferecidos no Instituto Singularidades.  “O professor tem de estudar, conhecer seus alunos, entender as línguas que falam, suas culturas. Tem de trocar ideias, e saber fazer uma curadoria que vá aproximando os conhecimentos prévios dos alunos, e suas habilidades com determinadas ferramentas, com o repertório de conhecimentos   importantes para o desenvolvimento deles”, diz.

Miguel cita Vygotsky e sua teoria da zona do desenvolvimento proximal – ZDP -quando o aprendiz já tem um conhecimento consolidado, e cabe ao adulto mediador (professor) oferecer o contato a outras linguagens, estratégias e ferramentas que aproximem o jovem de conhecimentos mais aprofundados.

“Não tem ciência. Se os alunos gostam de youtubers, HQs, utilizam WhatsApp e gostam de hip-hop, o professor têm de utilizar esses canais para dar o engate ao desenvolvimento acadêmico do aluno.

Miguel Thompson é CEO do Instituto Singularidades (Instituto Península). Foi professor durante 25 anos de Ensino Básico e autor de livros didáticos. Mestre e Doutor pelo Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo.