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Onde Fica a cultura clássica?

Lousas digitais, tablets, e-book’s, blogs e filmes produzidos em sala de aula como resultado de trabalhos escolares. Que as novas tecnologias chegaram para valer na educação, isso não é novidade. Recheada por uma cultura pop, apostilada, em “movimento”, apropriar-se dessas novas ferramentas tornou-se uma busca incessante dos educadores para manterem o interesse pelo conhecimento em tão antenada juventude.

Mas e a cultura clássica? Aquela depositada nos livros, sobre as “grandes narrativas”, contendo histórias que por gerações simbolizaram toda a complexidade dos dramas humanos como o amor, a tragédia e a comédia? Onde fica nas escolas de hoje?

Cientes de que a educação deve ser uma “depositária fiel” da cultura clássica, o Colégio Ítaca, localizado na região oeste da capital paulista, desenvolve há anos com o 1º ano do EM um projeto que aproxima seus alunos de uma seleção literária que discute os grandes dramas humanos em períodos distintos, “De Sófocles, autor que viveu 427 anos antes de Cristo, a Balzac, escritor do século 19”, revela a coordenadora pedagógica do EM, Mercedes Ferreira.

Este ano, os alunos revisitam uma das primeiras obras conhecidas da literatura mundial, as lendas e poemas sumérios sobre o mitológico deus-herói Gilgamesh, reunidas e compiladas no século VII A.C. pelo rei Assurbanipal. Lêem, ainda, Otelo – O mouro de Veneza, de William Shakespeare, para compreenderem um caso emblemático de ciúme doentio e o romance Os sofrimentos do jovem Werther, de Goethe, onde os adolescentes mergulham na tragédia vivida pelo personagem principal, vítima de uma paixão incontrolável por uma mulher já prometida a outro homem.

Os alunos conhecem ainda, Os Lusíadas, obra poética de Luis de Camões, As Ilusões Perdidas, de Honoré de Balzac e Germinal, de Emilé Zola, descrição naturalista das condições de vida subumanas de uma comunidade de trabalhadores de uma mina de carvão na França do século XIX.

Os brasileiros também são contemplados, como José J. Veiga, com Sombras de reis barbudos e Nelson Rodrigues, com Vestido de noiva, “Trata-se de um passeio pretendido e propositado por uma literatura da qual muitas vezes não se fala muito hoje, mas que é como todo clássico atual e emocionante, em todos os sentidos”, revela Mercedes Ferreira.

Sempre após as leituras, desenvolvem-se nas aulas de literatura e filosofia, rodas de discussão e reflexão para a produção de pequenos ensaios, “Discutimos com os alunos o porquê de esses clássicos existirem e até hoje serem tão importantes para a formação de um sujeito”, completa a coordenadora pedagógica.пиар в интернетеболезнь десен названиезубная больница