Ong põe em dúvida novo programa de educação de São Paulo - CGC Comunicação em Educação
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Ong põe em dúvida novo programa de educação de São Paulo

Ação Educativa diz que proposta orçamentária não foi planejada, comunidade escolar não participou e modelo de ensino integral teve pouca adesão
O mais recente programa do governo paulista para a educação – lançado no final de 2011 – não tem uma proposta orçamentária planejada, não foi debatido pela comunidade escolar, apresenta dificuldades na implantação do ensino integral e não tem transparência nas parcerias. Estas e outras conclusões fazem parte de um trabalho jornalístico de dois meses realizado pelo programa Observatório da Educação, ligado à ong Ação Educativa, apresentado nesta quarta-feira, dia 19.

Segundo a entidade, “sem um Plano Estadual de Educação, que estabelece metas de médio e longo prazo, o governo de São Paulo tem, na última década, lançado a cada dois anos projetos para a rede de ensino”.

O levantamento, feito com base na nova Lei de Acesso à Informação, diz que “ações já em desenvolvimento” pela Secretaria de Educação “foram agrupadas para dar nome ao programa”.

A implantação do ensino integral, diz a ong, “não ocorreu conforme o previsto – mais da metade das escolas pré-selecionadas rejeitou o modelo” e pode criar “ilhas de excelência”, já que não há “qualquer correlação” entre escolas de tempo integral e as 1.206 unidades com piores notas nos índices de avaliação da secretaria.

O trabalho também informa que “há baixa institucionalidade nas parcerias com o empresariado”, seus resultados “não são tornados públicos”, mas reconhece “a disposição de vários institutos e fundações empresariais em engajar-se no debate público”.

O Observatório da Educação destaca que enviou, entre junho e julho, dez pedidos de informação à secretaria. Todas as perguntas e todas as respostas estão publicadas no estudo. “A secretaria respeitou os prazos impostos pela lei e procurou atender todos os pedidos”, afirma no texto. No entanto, diz, “algumas respostas são insatisfatórias e marcadas por contradições”.

A organização não-governamental reclama que muitos documentos enviados tem “formatação inadequada”, o que “dificulta o cruzamento de dados e revela que ainda há muitos obstáculos para a efetiva implementação da Lei de Acesso”.

O observatório elogia “a disposição da secretaria em participar” de um debate promovido por ele, em uma postura que “contribui para a construção democrática e o aprimoramento das políticas educacionais no Estado”.

Leia a íntegra do levantamentolenovo ideaсервис принтеровreal instagram promotion