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Orientação profissional ajuda a conter evasão

Escolas adotam estratégias para ajudar os alunos a escolher a carreira certa

Dados do Ministério da Educação (MEC) mostram que a evasão no ensino superior chega a 40% nos primeiros anos. Entre os motivos, está a falta de afinidade com o curso escolhido. Um outro levantamento da Universidade de São Paulo (USP) constatou que 44,5% dos desistentes tiveram problemas no momento da escolha. Preocupados em dar uma base sólida aos estudantes do Ensino Médio, instituições de ensino de São Paulo investem na orientação profissional com a ajuda de especialistas.

A psicóloga Lílian Feingold fez um levantamento prévio das profissões escolhidas pelos estudantes da escola da Vila e discutiu com eles as características de cada profissão, ressaltando pontos positivos e negativos. “É no grupo que o aluno tem que sustentar sua opção e isso colabora para o amadurecimento, o qual será a base para uma escolha segura”, diz. No segundo levantamento, algumas profissões já haviam sido alteradas.

A escola Móbile desenvolve a orientação profissional com dois objetivos principais: levar alunos do Ensino Médio à escolha equilibrada de uma carreira, em uma universidade de primeira linha, com um projeto de vida profissional; e diminuir a desistência do curso escolhido durante os primeiros anos da universidade, evitando o sentimento de fracasso, desgaste de energia e desperdício de investimento pessoal.

Educação preventiva

O colégio Global realiza desde 2000 um trabalho com os psicólogos Fernando Tavares de Lima e Marcelo Sodelli que acompanham de perto as escolhas dos alunos. “Entendemos que a escolha profissional não deve ser encarada de maneira isolada. Nesse sentido, nossa visão abarca outros temas como drogas e sexualidade”, explica Fernando.

Para dar conta de tal tarefa, o projeto, visto mais como educação preventiva, se estende ao longo de todo ensino médio. “O trabalho deve ser continuado. Quando o aluno chega ao 3º ano, está mais preparado, mais maduro para fazer uma opção autêntica”, aponta Marcelo.

Estágio profissional

Na escola Suíço-Brasileira, uma nova matéria foi incluída na grade curricular e faz o maior sucesso entre os estudantes do 2º ano do Ensino Médio, chamada “Estágio”. Durante um mês, os alunos fazem um estágio de, no mínimo, seis horas diárias para vivenciarem o mundo profissional na área de seu interesse. “A intenção é que os alunos tenham contato com o mundo real. Saiam do ambiente da escola e percebam como são as relações num ambiente de trabalho”, explica Rogério Jorge, coordenador do programa de estágios. A definição do estágio acontece no primeiro semestre. Cabe aos alunos e pais buscarem uma empresa. Caso não consigam, a própria escola tem parcerias com companhias de capital suíço-alemão.

Bartira Betini

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