by /0 comments

Para sindicato dos professores, ideia de Mercadante de pagar bônus é perversa

“É um incentivo a já lastimável desigualdade educacional”, diz a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação
A Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) considera “duplamente perversa” a decisão do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, de conceder um bônus em dinheiro para as escolas que alfabetizarem as crianças até os 8 anos.

O anúncio do novo titular do MEC foi feito em entrevistas aos jornais O Globo, O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo, publicadas no sábado.

Em texto publicado no seu site, nesta segunda-feira, dia 13, o sindicato nacional dos professores, vinculado à CUT, diz que o “bônus têm sido aplicados em diversos estados, como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, sem que sejam alcançados os resultados que o ministro espera obter para o país: a melhoria da qualidade da educação e a extinção do analfabetismo funcional”.

Para a CNTE, “a política de bônus é duplamente perversa, pois tende a beneficiar as escolas de melhores condições (estruturais, profissionais e de nível socioeconômico das famílias usuárias) e a condenar aquelas que necessitam de mais investimentos”.

A entidade diz que a maior garantia de aprendizagem para todos os estudantes é “a equidade na oferta educacional de qualidade, com a devida valorização dos profissionais da educação”.

Como argumento contra a política de bônus, a CNTE cita o livro The Death and Life of the Great American School System (a morte e a vida do grande sistema escolar americano), escrito pela “gestora do sistema de bonificação dos Estados Unidosa, Diane Ravitch, atualmente a pessoa mais crítica a essa política de matriz meritória e nada eficiente para as políticas educacionais”.

Segundo o sindicato, entre os problemas dos bônus está a punição às escolas, diretores e professores que não atingem as pontuações. “É um incentivo a já lastimável desigualdade educacional”, diz o texto.

A CNTE destaca ainda que o livro diz que o bônus pode “induzir os sistemas e as unidades escolares a rebaixarem os padrões do ensino com foco no desempenho dos testes nacionais padronizados”.

O sindicato critica a proposta em estudo no MEC de criar um currículo único nacional e diz que o Ideb não é o melhor instrumento para avaliar a escola. “Infelizmente, todo esse debate condenado no sistema americano continua na pauta do governo brasileiro, por meio das expectativas de aprendizagem (calcadas no currículo mínimo) e da transformação do Ideb no principal instrumento para medir a qualidade da educação, mesmo com os componentes restritos que compõem as provas estandardizadas aplicadas pelo Inep/MEC”.

No opinião da CNTE, tanto as propostas do Ministério da Educação quanto a discussão no Congresso Nacional do Plano Nacional de Educação estão numa “trajetória equivocada do padrão de qualidade”. O sindicato defende “o aumento dos investimentos financeiros (10% do PIB até que a dívida educacional seja reparada) e aplicação do conceito de Custo Aluno Qualidade, para a gestão democrática das escolas e dos sistemas e para os conteúdos e práticas curriculares que valorizem os anseios sociais e a cultura das comunidades escolares”.супермаркет классprofessional translation servicesкак подделать справку о болезни