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Pedagogia do mar e da montanha

Um grupo de 28 alunos de ensino médio viaja a Ilhabela, litoral norte de São Paulo, para aprender a velejar. A saída é organizada pela Escola Suíço-Brasileira, onde estudam, e dura cinco dias. A parceria com uma escola de iatismo possibilita aos estudantes aprenderem o manejo de velas em embarcações de vários tamanhos, chegando a um veleiro de 32 pés. O sol e a beleza local colaboram. Parece só diversão, não é? Por trás de toda essa aparente “farra”, entretanto, existe uma pedagogia.

“Damos aos nossos alunos a oportunidade de vivenciar algo que as grandes corporações fazem com seus executivos”, explica Claudio Patto, um dos coordenadores responsáveis pelo projeto. A intenção, segundo o educador, é trabalhar habilidades imprescindíveis para enfrentar o mercado de trabalho, tais como, liderança, tomada de decisão, comunicação, desafio pessoal e trabalho em equipe. No universo dos recursos humanos, essa vivência é chamada de treinamento experencial, que são treinamentos vivenciais que auxiliam no autoconhecimento e na aprendizagem de novos comportamentos e atitudes, os quais serão colocados em prática no dia a dia do trabalho.

Antes de velejar, os alunos fazem uma caminhada pelo Pico de Baepi, localizado na ilha, de cerca de sete horas para subir e descer. A montanha tem 1.048 m de altitude e o passeio é puxado. “Os estudantes com mais capacidade física têm que ajudar os que não têm, num exercício de colaboração para se atingir uma meta comum. São desafios pessoais diferentes para cada jovem”, conta Claudio, introdutor do projeto ELO (Educação de Liderança Outdoor) na Suíço. Algumas das habilidades desenvolvidas são: liderança, trabalho em equipe, técnicas de condução de grupo, comunicação e solução de problemas e de conflitos. “Vivenciando situações extremas e singulares, diferentes de nossa experiência prévia, temos a oportunidade de ampliar nossa zona de conforto”, afirma. Outro aspecto importante do processo é o planejamento das atividades. Os alunos se reúnem antes de realizar qualquer vivência e discutem tudo o que é necessário para concretizá-la e gerenciá-la. Após a realização também há a reflexão, primordial para sedimentar o aprendizado. Durante a viagem, todas as noites ocorrem encontros para essas conversas. Os alunos têm que apresentar um relatório de registro das atividades, já que todo esse trabalho parte do CAS (Criativity, Action and Service), mais especificamente do Action , que é um dos eixos que compõe o currículo do IB (International Baccalaureate), um programa internacional que permite ao aluno obter um diploma aceito em universidades ao redor do mundo. É condição sine qua non realizar o CAS para obtenção do IB, cumpre destacar.лобановский александр женателевизоры jvcof the

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