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Pesquisa científica vira tendência nas escolas

A notícia é animadora. O Ministério da Ciência e Tecnologia quer difundir a pesquisa científica nas escolas. E o primeiro passo já foi dado com a criação da Comissão do Futuro da Ciência Brasileira formada por físicos, biólogos, filósofos, educadores, economistas, cientistas políticos, médicos, matemáticos e capitaneada pelo conceituado neurocirurgião Miguel Nicolelis. Será o primeiro colegiado desse tipo a contar em seus quadros com uma professora do ensino fundamental.

Para Nicolelis, a ciência precisa ser introduzida ainda na escola para que o processo de educação científica das crianças comece desde cedo.

Responsável por traçar um diagnóstico do atual estado da pesquisa científica no país e pela elaboração de sugestões e propostas visando ampliar o papel que a ciência brasileira terá no desenvolvimento econômico e social do Brasil, a Comissão do Futuro criou recentemente rede social veja link http://comfuturobr.org/ para trocar ideias com a sociedade. Em seu pouco tempo na rede registra mais de 12 mil acessos, 3.000 colaboradores e 160 grupos de discussão, delineando indicativo significativo do crescimento do interesse pela pesquisa científica no Brasil.

Toda essa mobilização governamental salienta uma tendência já detectada em algumas escolas da capital paulista. Nelas, as monografias – típica pesquisa científica do ensino superior – estão se expandindo e amadurecendo em sua forma e conteúdo.

No Colégio Equipe, localizado em Higienópolis, alunos da 3ª. série do EM são suscitados a apresentar monografias sobre os temas: literatura e arte, saúde e educação, história e adolescência e psicanálise, “São trabalhos com 30 páginas no mínimo em formatação padrão de monografia”, detalha Luciana Fevorini, diretora pedagógica do Equipe. Para ela, “esse tipo de trabalho propicia o aprofundamento conceitual, metodológico e condições para o desenvolvimento da autonomia intelectual do aluno”.

Na região oeste, na 2ª. série do EM do Colégio Ítaca, os professores pedem uma “dissertação ou estudo minucioso que se propõe a esgotar determinado tema, podendo ser ele ponto da história, da arte, da ciência ou sobre uma pessoa ou região”. Na opinião de Mercedes de Paula Ferreira, diretora pedagógica do Ensino Médio do Ítaca, “a monografia permite uma maturidade intelectual do aluno”.

Já no Colégio Móbile, também a 2ª série do EM tem a possibilidade de desenvolver projetos de iniciação científica nos mesmos moldes dos exigidos pelas universidades no último ano da vida acadêmica, “Os estudantes podem estabelecer contato direto com a atividade científica a partir de um instrumental teórico e metodológico que os torna capazes de desenvolver um trabalho estimulante e criativo”, diz Maria da Glória Andrade Martini, assessora da direção do ensino médio.

No Colégio Hugo Sarmento, na Vila Madalena , os estudantes – da Educação Infantil ao Ensino Médio – são levados à alfabetização científica em todo o processo escolar. Segundo a coordenadora de Ciências – Sayuri Iko – é na prática que tudo se começa. “Começamos o ensino fundamental introduzindo o conceito de célula, e a partir deste conhecimento, desenvolvemos o trabalho de formação com os alunos através da exploração de materiais, de fatos e fenômenos. Os alunos testam ideias, observam e registram na escrita e através da arte”, diz Sayuri. Segundo ela, o processo permite aos alunos a ampliação, a compreensão e a perspectiva de uma nova cultura experimental.

Novas Tecnologias incrementam feira de ciências

Outra tendência observada é o incremento das obsoletas feiras de ciências por encontros científicos paramentados pelas novas tecnologias, onde o computador assume protagonismo central.

Segundo Cida Lico, professora de ciências do colégio Ítaca, os encontros científicos de hoje não se sustentam mais em apenas expor o que os alunos já viram em sala de aula. No “Vivenciando as Ciências” que estão programando para o próximo dia 22/10, muitos dos experimentos expostos são apoiados pelo computador, “As novas tecnologias estão se mesclando aos antigos métodos proporcionando que os alunos tenham contato com novas áreas que não veem na escola”, revela.

Esse ano, o “Vivenciando a Ciências” convidou pais de alunos que são professores ou pesquisadores em universidades para participarem e exporem seus trabalhos, “Teremos uma simulação de efeitos especiais que são vistos na televisão e também um estudo sobre o comportamento do coração durante o exercício, todos eles tendo como suporte o computador”, explica Cida. Em sua opinião, as novas tecnologias facilitam a visualização dos resultados científicos, estimulando a pesquisa. Mas nada, no entanto, substitui o microscópio, “a base da ciência e que ainda está muito presente em nossos estudos”, finaliza Cida.gps поискtranslation englishподъемник для авто