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Pesquisa indica que classe pequena não determina desempenho escolar

No entanto, dois fatores são determinantes para a qualidade na educação: a situação social do aluno e o financiamento

Classes com poucos alunos não representam, necessariamente, melhor desempenho. É o que revelam duas pesquisas feitas em escolas públicas de Ribeirão Preto (interior de São Paulo) e Goiânia, publicadas pela Agência USP de Notícias. Segundo o estudo, no entanto, dois fatores são determinantes para o desempenho escolar: a situação social do aluno e o financiamento.

Os estudos fazem parte de um projeto nacional que analisa a infra-estrutura e as condições socioeconômicas dos estudantes e sua relação com os resultados das escolas públicas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e na Prova Brasil.

De acordo com o trabalho de Gislaine Cantero Calhado, realizado em 2005 com alunos 8ª série de 24 escolas municipais e 36 estaduais de Ribeirão Preto, usando como base também o Censo Escolar, o financiamento da educação é desigual e representa diferenças significativas em relação à infra-estrutura e aos recursos disponíveis.

A professora Claudia de Souza Passador, da FEARP, que orientou o trabalho, disse que “as escolas de melhor desempenho apresentavam maior disponibilidade de recursos financeiros”. No caso da infra-estrutura, ela não foi determinante para o desempenho. O trabalho de graduação de Gislaine, revelou que as escolas com melhores desempenhos apresentam mais alunos e turmas maiores.

Já a dissertação de mestrado de Thiago Alves avaliou dados de 1.060 escolas estaduais de Goiás considerando a origem social dos alunos e as condições da oferta de ensino, tendo como base os resultados da Prova Brasil e do Enem.

Segundo o autor, apesar de a carga horária ser praticamente a mesma em todas as escolas, aquelas que conseguiram melhores resultados são as que oferecem maiores médias de horas-aula diárias. “Essa constatação, apesar de frágil, pode ser o ponto de partida para investigações futuras dentro do debate da escola em tempo integral”, disse ele em entrevista à Agência USP.

Thiago Alves afirma que as escolas que têm alunos com maior poder aquisitivo e grande quantidade de alunos por turma não tiveram o desempenho comprometido nas avaliações. “Entretanto, a maioria das escolas com baixo indicador social e alta relação de alunos por classe não tiveram bons desempenhos”, disse.

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