Pesquisa mostra as desigualdades escolares entre filhos e mães - CGC Comunicação em Educação
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Pesquisa mostra as desigualdades escolares entre filhos e mães

Em 2009, 51,45% dos alunos de 14 anos tinham escolaridade superior à da suas mães. Em 2001, este percentual era de 61,21%. Os dados mostram que cresceu a escolaridade média das mães
Mais da metade (51,45%) dos adolescentes de 14 anos têm escolaridade superior à da suas mães, que apresentam, em média, 7,32 anos de estudo. Em 2001, este percentual era de 61,21% e a média de anos de estudo das mães era de 6 anos.

Os dados mostram que cresceu a escolaridade média das mães, revela uma pesquisa Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), encomendada pelo programa Todos pela Educação, com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2009, do IBGE.

A pesquisa reafirma outros estudos sobre a grande desigualdade educacional do Brasil. Entre estudantes negros de 14 anos, o percentual dos que estudaram mais do que suas mães é 56,33%, enquanto entre os brancos a taxa é quase 10 pontos percentuais menor.

A mesma desigualdade se verifica entre as regiões: enquanto no sudeste menos da metade (47%) dos alunos de 14 anos atingiu a escolaridade de suas mães, no Nordeste esse grupo representa 58%.

Já com relação ao rendimento, mais da metade dos alunos de 14 anos de famílias com renda de até R$ 463 por pessoa, atingiram a escolaridade da mãe. Para os jovens de famílias com renda per capita superior a este valor, a proporção cai para pouco mais de 25%.

Os dados também apontam a diferença de escolaridade entre famílias de alunos de escolas públicas e privadas. Enquanto, aos 14 anos, 60% dos estudantes da rede pública já atingiram a escolaridade de suas mães, na rede privada o percentual cai para 10%.

A diretora executiva do Todos pela Educação, Priscila Cruz disse à Agência Brasil que a pesquisa mostra uma lenta melhora. “Nós temos muitos pais e mães que são muito jovens e eles já são fruto dessa inclusão recente que o país promoveu. A melhoria ainda é lenta, mas o fato é que quanto mais avançado é o ano em que a criança nasceu, maior é a chance que ela tem de completar o ensino médio”, disse.

Ela afirmou à repórter Amanda Cieglinski que “a parte mais cruel da educação brasileira é a desigualdade; em vez de ser um meio de superação, ela acaba reproduzindo e ampliando esse fosso”.

O professor da USP e pesquisador da Fipe, Ricardo Madeira, disse ao site do Todos pela Educação que os “pais que têm escolaridade menor que seus filhos podem ter menor familiaridade com o ambiente escolar, o que, por sua vez, pode impactar na relação que os pais têm com a escola e com os estudos de seus filhos e também com a avaliação que fazem da escola”.ecotoolsпример протоколадизельные компрессоры