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Pesquisa revela como a qualidade na educação influi na exclusão social

Artigo traz análise histórica sobre a relação entre a universalização e a qualidade do ensino no Brasil

Após a universalização do ensino fundamental, o problema central da Educação no Brasil mudou de natureza. Hoje, é a qualidade o maior fator de exclusão social. O diagnóstico é do professor Romualdo Portela de Oliveira, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) em pesquisa de livre-docência.

“Se não percebermos que a desigualdade gerada pela educação atualmente é outra, não estaremos preparados para enfrentá-la adequadamente. Paradoxalmente, mais educação gera demanda por mais educação”, afirmou Portela ao repórter Alex Sander Alcântara, da Agência Fapesp.

Segundo ele, “a superação da exclusão por falta de escola e por múltiplas reprovações dá visibilidade à exclusão gerada pela ausência de aprendizado ou pelo aprendizado insuficiente, remetendo à discussão acerca da qualidade do ensino”.

Na opinião do professor, a universalização ainda não teve reflexos no aprendizado. “O ensino fundamental não deixou de ser uma etapa produtora de desigualdade educativa. Os discriminados de ontem continuam a ser os discriminados de hoje. Mas a desigualdade existente hoje não é mais a mesma e nem ocorre nos mesmos termos da que ocorria no passado”, disse.

“A universalização do ensino fundamental gerou duas novas demandas populares por acesso à educação. Uma materializada na matrícula no ensino médio – e mesmo no ensino superior – e outra que se refere à questão da qualidade. É a qualidade que ocupa o centro da crítica ao processo presente de expansão, tornando-se a questão central da política educacional referente à educação básica nos próximos anos”, destacou.

Leia o artigo Da universalização do ensino fundamental ao desafio da qualidade: uma análise histórica

Leia a íntegra da matéria da Agência Fapesp

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