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Pesquisa revela má conservação do acervo das escolas públicas paulistas

Trabalho faz parte de um projeto para diagnosticar a situação e criar mecanismos de preservação da memória

Um levantamento feito pela Universidade de São Paulo em 79 escolas públicas dos Estados revela que todas estão com o seu acervo em mau estado, informa o jornal O Estado de S. Paulo . De acordo com a reportagem, livros de matrículas de 1898, pianos importados no início do século e fotografias foram alguns dos itens encontrados em estado de abandono pelo Centro de Memória da Educação da Faculdade de Educação da USP.

O jornal informa que o trabalho faz parte de um projeto da Secretaria Estadual de Educação, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para diagnosticar a situação e criar mecanismos de preservação dessa memória. Ao todo, serão visitadas 215 unidades.

A reportagem revela que as primeiras carteiras escolares da Escola Normal de Piracicaba – fundada em 1911 e atual Escola Estadual Sud Menuci – decoram um bar do município. “O dono do bar comprou o mobiliário de um ferro-velho. O mesmo aconteceu com os móveis escolares encontrados em um sebo em São Carlos”, disse a pesquisadora do CME Iomar Zaia, à repórter Maria Rehder.

No próximo ano, a secretaria promete digitalizar o acervo de papel e registrar as peças encontradas nas escolas. “Estamos abertos a parcerias. A preservação tem de ser descentralizada. Conforme formos recebendo os diagnósticos das escolas visitadas, pretendemos incentivar a criação de centros de memórias e a capacitação dos professores e diretores para que mantenham esse acervo aberto”, disse Maria Salles, coordenadora do Centro de Referência Mário Covas – órgão ligado à pasta que atua na preservação do patrimônio escolar.

Leia a íntegra da reportagem de O Estado de S. Paulo

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