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Plano Nacional de Educação será enviado ao Congresso na quarta-feira

Anúncio foi feito pelo presidente Lula. Valorização do professor e meta de investir 7% do PIB até 2020 estão entre as principais medidas do novo plano
O novo Plano Nacional de Educação (PNE) para o decênio 2011-2020, será enviado ao Congresso Nacional na quarta-feira, disse nesta segunda-feira o presidente Lula no programa de rádio semanal Café com o Presidente.

Segundo ele, o PNE “não é um programa para um governo, é um programa para a educação brasileira”. Ele informou que a meta é investir 7% do PIB em educação até 2020.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, que participou do programa no rádio, disse que o novo PNE pretende “dar sequência a um trabalho que vem sendo consolidado nos dois mandatos do presidente Lula”.

Ele citou o fato de o Brasil ter sido o terceiro país que mais evoluiu no Programa Internacional de Avaliação Estudantil (PISA), mas não mencionou que o país ocupa os últimos lugares. “A educação brasileira está no rumo certo. Nós estamos crescendo em quantidade e estamos crescendo em qualidade”, afirmou. Para ele, o momento agora é “de acelerar o passo”.

O ministro informou que o plano tem uma visão sistêmica que vai da creche até a universidade e prevê metas para cada etapa do ensino.

Fernando Haddad destacou que “o foco nesse plano é a figura do professor” e disse que o salário dos docentes ainda é “60% do que ganha os demais profissionais de nível superior”. “Nós queremos que a carreira do magistério não perca talentos para as demais profissões. A valorização do professor é o eixo central do próximo plano”, disse.

O presidente, que defende a permanência de Haddad no governo Dilma, disse que o maior desafio da sua sucessora será atingir uma educação de qualidade. “Observar a qualidade da educação é um desafio para a futura presidenta do Brasil, a companheira Dilma Rousseff, é um desafio para quem for escolhido por ela para ser ministro da Educação”, afirmou.

O presidente cobrou “mais ousadia na questão do ensino fundamental” e sugeriu “construir parcerias com prefeitos e governadores”.

O atual Plano Nacional de Educação vigora até 31 de dezembro.rabotaplusрегистрация googleоптика