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Preconceito atinge 99% das pessoas no ambiente escolar

Pesquisa ouviu 18,5 mil alunos, pais e mães, diretores, professores e funcionários de 501 escolas públicas do Brasil. Os deficientes mentais são os que sofrem maior rejeição, com 98,9%
Uma pesquisa realizada com mais de 18,5 mil alunos, pais e mães, diretores, professores e funcionários de 501 escolas públicas de todo o Brasil revela que 99,3% delas demonstram algum tipo de preconceito. A Agência Brasil informa que o estudo foi realizado com o objetivo de oferecer subsídios para a criação de ações que transformem a escola em um ambiente de promoção da diversidade e do respeito às diferenças.

A pesquisa Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) a pedido do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), indica que 96,5% dos entrevistados têm preconceito com relação a portadores de necessidades especiais, 94,2% têm preconceito étnico-racial, 93,5% de gênero, 91% de geração, 87,5% socioeconômico, 87,3% com relação à orientação sexual e 75,95% têm preconceito territorial.

O coordenador do trabalho, José Afonso Mazzon, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), disse que o resultado é preocupante. “Não existe alguém que tenha preconceito em relação a uma área e não tenha em relação a outra. A maior parte das pessoas tem de três a cinco áreas de preconceito. O fato de todo indivíduo ser preconceituoso é generalizada e preocupante”, disse.

O estudo indica que 99,9% dos entrevistados desejam manter distância de algum grupo social. Os deficientes mentais são os que sofrem maior preconceito com 98,9%, seguido pelos homossexuais com 98,9%, deficientes físicos (96,2%), índios (95,3%), pobres (94,9%), moradores da periferia ou de favelas (94,6%), moradores da área rural (91,1%) e negros (90,9%).

O diretor de Estudos e Acompanhamentos da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do Ministério da Educação (MEC), Daniel Chimenez, reconhece que as ações do poder público ainda são tímidas. “Já existem iniciativas nesse sentido (de combate ao preconceito), o que precisa é melhorar, aprofundar, alargar esse tipo de abordagem, talvez até para a criação de um possível curso de ambiente escolar que reflita todas essas temáticas em uma abordagem integrada”, disse ele à agência de notícias do governo federal.wobsспособы укладки ламината фотосправка 79 у