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Prefeitura de São Paulo acaba com a avaliação em larga escala

A justificativa é que a Prova Brasil, avaliação do governo federal, já mede o aprendizados dos alunos, noticia a Folha de S. Paulo

A prefeitura de São Paulo decidiu acabar com uma prova aplicada aos alunos da rede municipal desde 2007. A justificativa é que a Prova Brasil, avaliação do governo federal, já mede o aprendizados dos alunos.

A Folha de S. Paulo informa que a única diferença entre os dois exames é que o municipal é realizado todos os anos e o federal, a cada dois anos. A última edição da Prova São Paulo, em 2012, custou R$ 6 milhões.

O secretário da Educação, Cesar Callegari, afirmou ao repórter Fábio Takahashi que concentrará esforços para as provas feitas pelas próprias escolas.

“Para avaliações gerais, usaremos a Prova Brasil. E daremos apoio técnico para que as escolas façam suas próprias avaliações”, disse.

O ex-secretário de Educação, Alexandre Schneider, disse que a Prova São Paulo permite que as escolas saibam o desempenho de cada aluno no início de cada ano. A Prova Brasil, não”.

A Folha de S. Paulo destaca nos dois últimos anos a prefeitura não divulgou os resultados e alegou que houve dúvidas em relação à consistência dos dados. Em 2011, houve queda acentuada nas médias dos alunos do terceiro e quarto anos do ensino fundamental em relação a 2010, enquanto no nono ano houve um forte aumento. Esses saltos destoavam da avaliação federal.

O jornal ouviu dois especialistas sobre a questão. A professora Angela Soligo, da Unicamp, apoia a medida. “se já existe uma avaliação externa, não precisa de outra. E fortalecer as provas nas escolas recupera o papel do diretor, do coordenador e do professor”, disse.

A consultora Ilona Becskeházy questiona. “Há relatório pedagógico mostrando ineficácia da prova, que parece ser bem estruturada? Sem essa avaliação, fico preocupada”, afirmou.

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