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Prefeitura de São Paulo estuda “provão do professor”

Idéia é detectar problemas e direcionar os cursos de aperfeiçoamento. Teste será referência para a evolução na carreira e para os aumentos salariais

Os professores da rede pública de ensino da cidade de São Paulo deverão ser submetidos a um exame de avaliação para detectar problemas e direcionar os cursos de aperfeiçoamento profissional, noticia a Folha de S. Paulo. O jornal, que classifica o exame como “provão do professor”, informa que ele será referência para a evolução da carreira e para os aumentos salariais. Hoje, os critérios para o professor avançar na carreira são o tempo de trabalho e os certificados de cursos.

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) pretende aprovar as mudanças este ano na Câmara e executá-las em 2008. O exame será anual e opcional nos primeiros cinco anos. Depois, será obrigatório. “Hoje, os cursos são feitos com base no que os técnicos acham ser o necessário. Gastamos muito dinheiro, e as avaliações de desempenho dos alunos mostram que não está dando certo”, disse o secretário Alexandre Schneider ao repórter Fábio Takahashi.

Além do exame, a prefeitura estuda aumentar a jornada mínima de 20 horas-aula semanais para 25, com aumento de salário proporcional. Para o secretário, jornada maior pode atrapalhar os professores que lecionam em duas ou três escolas (oito mil dos 51 mil professores têm a jornada mínima). “Mas a mudança será opcional”, disse.

Os sindicatos reclamaram que a proposta não aborda a questão salarial. “Como melhorar o ensino sem melhorar os salários?”, disse o presidente do Sindicado das Claudio Fonseca, do Sindicado dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem).

Para o presidente da Associação dos Professores e Funcionários Municipais de São Paulo (Aprofem), Ismael Palhares Jr., os aposentados serão prejudicados porque o governo não está discutindo a incorporação das gratificações.

A presidente do Sindicato dos Especialistas de Educação do Ensino Público Municipal de São Paulo, Marisa Albuquerque, do Sinesp, disse que a categoria “só foi apresentada à proposta na última segunda”. Ela já convocou uma assembléia geral para o dia 12 de setembro para discutir o projeto da prefeitura.

A prefeitura informa que gasta R$ 15 milhões por ano para capacitar os docentes. Na Prova Brasil, São Paulo é 12ª melhor capital do país. A reportagem informa que existem hoje sete categorias de professores. Eles levam, em média, três anos para mudar de patamar. A cada ascensão, ele recebe 6,5% de aumento.

Leia a matéria no Simpeem

Veja a notícia no Sinesp

O site da Aprofem

O site da secretaria municipal de educação

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