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Prêmio Arte na Escola valoriza o professor

Com 587 professores inscritos, premiação contempla educadores de Arte dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Pará e Santa Catarina
No momento em que a educação assume prioridade nacional e a valorização do professor ganha papel central na melhoria da qualidade do ensino, uma iniciativa premia as melhores práticas pedagogias na disciplina de Artes em todo o Brasil.

Com 587 professores inscritos, o XI Prêmio Arte na Escola Cidadã será entregue aos cinco melhores projetos nesta quarta-feira, dia 27 de outubro, na Pinacoteca do Estado, em São Paulo. Na cerimônia serão exibidos documentários com cada um dos trabalhos premiados.

A premiação deste ano contemplou educadores de Arte dos estados de Minas Gerais, São Paulo (dois), Pará e Santa Catarina e abrange a educação infantil, fundamental 1 e 2, ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Os projetos foram analisados em três etapas: local, regional e nacional. Dos 83 finalistas, os cinco vencedores foram escolhidos por sete profissionais de diferentes regiões do país.

A coordenadora do prêmio, Mirca Bonano, destaca que “as comissões de avaliação observaram se houve aprendizado dos alunos, se os educadores se valeram da arte regional e se o professor documentou seu projeto adequadamente”.

O professor vencedor receberá R$ 7 mil e as escolas ganharão um computador e uma câmera fotográfica digital. O prêmio é organizado pelo Instituto Arte na Escola, da Fundação Iochep, com a co-realização do Sesi.

OS VENCEDORES

O projeto vencedor da categoria educação infantil – “A Saga de Antônio Dó pelo Sertão de Minas” – é uma encenação com estética de teatro de rua, idealizado pela professora e atriz Janaina Peresan. Foi desenvolvido em uma escola particular de São Paulo – Espaço Aberto – em parceria com a Escola Municipal Santo Agostinho, no sertão mineiro. Além de ensinar a arte e suas diversas linguagens, Janaina acredita que seu projeto ajudou os alunos a entender melhor o mundo. “Trazer para os alunos outras realidades de vida fez com que eles não se limitassem ao lugar onde nasceram e se interessassem em ampliar sua visão de mundo. Entender, respeitar e admirar a diversidade são os melhores caminhos para formarmos cidadãos atuantes, conscientes e críticos”, afirma.

Leia mais em: Teatro de rua sobre jagunço mineiro ganha prêmio Arte na Escola de Educação Infantil

No Fundamental 1, o prêmio ficou para o projeto “Poéticas Urbanas: cidadão e cidadania”, da professora Soraia Lelis, da Escola de Educação Básica da Universidade Federal de Uberlândia (MG). O trabalho envolveu também as áreas de Língua Portuguesa e História, com enfoque no Patrimônio Histórico de Uberlândia. Os alunos fizeram muita pesquisa sobre artistas que retratam a poética urbana e seu entorno, visitaram museus e galerias, e apreciaram livros de arte e relatos orais das experiências sócio/culturais do grupo. “Buscamos conscientizar os alunos a respeito do papel de cada um enquanto cidadão e sujeito”, diz Soraia.

Leia em: Poética urbana vence prêmio Arte na Escola de Ensino Fundamental 1

“O Ensino da Arte e a Valorização do Agricultor” ganhou na categoria ensino fundamental 2 e foi criado pela professora Julmara Goulart, da Escola de Educação Básica Ângelo Izé, na zona rural de Forquilhinha, Santa Catarina. A escola, que atende alunos de famílias de pequenos agricultores, percebeu que muitos tinham vergonha em assumir a origem rural, não tendo consciência do importante papel que exerciam na sociedade. Os alunos saíram a campo para fotografar e entrevistar trabalhadores rurais, coletando materiais que deram origem a diversas produções artísticas. “Valeu acreditar que numa escola pública, de zona rural, que não possui sala de artes, seria possível desenvolver um trabalho de qualidade”, afirma Julmara.

Leia em: Escola rural vence Prêmio Arte na Escola de Fundamental 2

Na categoria Ensino Médio, ganhou “O Auto da Barca Amazônica”, que ultrapassou os muros da escola, conquistou Abaetetuba, no Pará, e hoje reúne mais de 2 mil pessoas em um imenso cortejo pelas ruas da cidade. Criado pelos professores Jaqueline Souza e Paulo Anete, do Colégio Estadual São Francisco Xavier, o projeto trabalha com as principais lendas da Amazônia. “O Auto da Barca Amazônica busca oferecer aos jovens alunos uma alternativa do ensino de artes valorizando a sua cultura, seu modo de vida, sua arte. Acreditamos que este projeto contribui no processo de reação frente aos problemas sociais que vivemos hoje em nossa sociedade”, afirma Jaqueline.

Leia em: Projeto de arte-educação vira festa no Pará e ganha Prêmio Arte na Escola de Ensino Médio

Na categoria EJA, foi premiado o projeto “Portinari: O Museu como espaço do conhecimento”, idealizado pela professora Conceição Costa, do Centro Municipal de Educação de Jovens a Adultos (CMEJA) Professor André Franco Montoro, em Jundiaí. São Paulo. Em parceria com o Museu Histórico e Cultural de Jundiaí, os alunos conheceram a exposição “Na trilha do Café” e resgataram a influência da cultura cafeeira, sob a perspectiva da arte moderna e sua importância histórica. “Pudemos perceber que eles apreenderam os conhecimentos que foram transmitidos. Eles perceberam que a arte conta a história e traz consigo uma gama de significados e simbolismos”, afirma Conceição.

Leia em: Portinari na trilha do café vence o Prêmio Arte na Escola na Educação de Jovem e Adulto

Na opinião de Wasti Ciszevski, mestre em Música, formadora de professores da rede pública e integrante da Comissão Nacional de Avaliação, os projetos premiados “podem ser considerados como propostas de ensino de excelência, que trouxeram questões inovadoras, importantes e significativas para o desenvolvimento do ensino de Artes no Brasil”.несъемное протезированиеinvestslots no