by

Presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo nega envolvimento na máfia da merenda

O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Fernando Capez (PSDB), negou participação no esquema de corrupção no fornecimento de merenda para as escolas públicas do Estado, em depoimento na CPI da Máfia da Merenda, nesta quarta-feira, dia 14. A sessão foi marcada por muita confusão, quando a Polícia Militar reprimiu e impediu a entrada de estudantes no local do depoimento.

A Agência Brasil noticia que Capez disse que nunca recebeu dinheiro da Cooperativa Orgânica de Agricultura Familiar (Coaf), nem se reuniu, em seu gabinete, com pessoas envolvidas no crime. Negou ter falado por telefone ou trocado mensagens com qualquer um dos acusados. “Não interferi junto à Secretaria de Educação e não ofereci qualquer benefício a qualquer participante”, garantiu.

Assessor do Presidente

Sobre Jéter Rodrigues, um de seus assessores, acusado de ter recebido um cheque de R$ 50 mil da Coaf, Capez disse que ele é funcionário efetivo da Casa há 40 anos. “Eu não tinha contato com ele e, quando o contrato foi assinado, eu estava em campanha e não tinha ninguém com ele”, disse.

Capez começou a falar às 11h e a sessão foi suspensa quando a Polícia Militar reprimiu a entrada de estudantes no plenário D. Pedro I ao lançar spray de pimenta contra os estudantes. Segundo a PM, na confusão, dois policiais ficaram feridos e um estudante foi detido. Jornalistas também foram proibidos de entrar na sala. Deputados do PT retiraram-se do plenário.

Quando a sessão recomeçou, o acesso foi permitido, mas em diversos momentos em que os estudantes se manifestaram, o presidente da CPI, Marcos Zerbini (PSDB), ameaçou mandar retirá-los da sala.

Antes de Capez, a CPI ouviu Luiz Carlos Gutierrez, ex-funcionário e assessor do deputado, que também negou qualquer envolvimento com o crime.

O deputado Alencar Santana, do PT, único oposicionista que é membro da CPI, reclamou de não ter tido acesso ao inquérito. Para Santana, isso impede os parlamentares de ter subsídios para questionar Capez. Alencar Santana propôs uma acareação uma acareação entre Jéter e Capez.

Leia também:

CPI da merenda em São Paulo já tem assinaturas suficientes