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Professor da USP diz que política de bônus é um fracasso em São Paulo

Reportagem do portal IG mostra que mesmo com notas ruins, o governo pagará bônus salariais aos educadores e funcionários de 70% das escolas porque atingiram as metas previstas – parcial ou totalmente

Os resultados negativos do Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) demonstram que a política de concessão de bônus por desempenho fracassou. A opinião é manifestada pelo professor Romualdo Luiz Portela de Oliveira, da Faculdade de Educação da USP, em entrevista ao portal IG.

A reportagem de Marina Morena Costa mostra que mesmo com notas ruins, o governo pagará bônus salariais aos educadores e funcionários de 70% das escolas porque atingiram as metas previstas – parcial ou totalmente. São 3.591 escolas do total de 5.065. Em 2009, 90,1% das escolas receberam o bônus em dinheiro.

Em 2010, o Saresp, que avalia matemática e língua portuguesa, registrou índices próximos aos de 2008 – e piores do que os de 2009 – no ensino médio e no 9º ano do ensino fundamental. Nos últimos três anos, apenas o 5º ano tem apresentado uma melhora tímida.

“No Estado de São Paulo a política de bônus foi um fracasso, a educação não saiu do lugar. O Saresp e o Idesp patinam e provam que a iniciativa não deu certo”, afirma Romualdo, professor do Departamento de Administração Escolar e Economia da Educação da FEUSP. “Quando o professor acha que o jogo é perdido, a política deixa de ser estimuladora. Uma grande parcela já tentou, não conseguiu o bônus, nem a melhora do desempenho dos alunos e não vai tentar novamente”, afirmou.

O bônus é concedido com base no Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp) – indicador que combina o Saresp com dados de aprovação – e em metas estipuladas para cada escola. Em 2010, o Idesp foi de 1,81, no ensino médio, 2,52 na 9ª série do ensino fundamental e 3,96, na 5º, em uma escala de zero a dez.

A presidenta do sindicato dos professores do Estado de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Noronha, que sempre foi contra ao bônus, disse ao portal que “o bônus desorganiza a vida do professor; ele não sabe se vai ganhar, nem quanto”.

A Secretaria de Educação de São Paulo não quis falar sobre o assunto e informou ao IG que irá comentar o bônus após a divulgação dos resultados por escola, que deve ser feita até o dia 31 de março.

Leia a íntegra da matéria do IG

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