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“Professora de programa” do Casseta revolta sindicatos

No humorístico, uma docente realizaria “programas sexuais” como forma de complementar seu baixo salário

 

TV Globo

professora
Atriz durante a gravação do programa

O programa Casseta e Planeta, da TV Globo, do último dia 11 de julho, no qual uma professora aparece se prostituindo para completar os baixos salários, está provocando revolta entre professores. Pelo menos três sindicatos de trabalhadores em educação estão cobrando uma retratação da emissora. No quadro do humorístico, a atriz Paola Oliveira representa uma professora de Biologia que realizaria “programas sexuais”, inclusive com alunos, como forma de complementar seu baixo salário. 

Os professores das redes estadual e municipal de Sergipe aprovaram, por unanimidade, uma moção de repúdio contra a Rede Globo no encerramento da quarta edição das Oficinas Pedagógicas da Resistência, no último dia 13. “Os educadores sergipanos consideraram o tratamento desrespeitoso, agressivo e de ataque contra a honra e a dignidade das professoras e professores brasileiros”, diz nota do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe – SINTESE.

O presidente do sindicato, Joel Almeida, afirma ser “inadmissível que uma televisão com o alcance da Rede Globo apresente um dos mais importantes atores na formação do povo brasileiro de forma tão caricata e desrespeitosa”.

Já o Sindicato dos Professores de São Paulo (SINPRO-SP) diz em nota que “como se não bastassem os diversos episódios registrados pela imprensa de inúmeras agressões praticadas contra professores no país inteiro, a sociedade brasileira tem que conviver com a construção de uma representação falsa de nossa categoria, como se pode deduzir desse humor gratuito e irresponsável exibido pela Rede Globo”.

A nota destaca ainda que “o episódio é ainda mais grave” no momento em que o “governo federal deixou nas mãos das redes de televisão a responsabilidade pela classificação de sua programação, o que pode eventualmente tornar a opinião pública refém do mau gosto e da incultura”.

O Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Paraná disse, também em nota, que recebeu uma série de ligações e e-mails de educadoras e educadores manifestando indignação ao conteúdo apresentado no programa. O sindicato diz que, “sem entrar no mérito do trabalho de comercialização do corpo, repudia a forma de representação da professora no quadro humorístico”.

“Que bom seria que a Rede Globo de Televisão abrisse no seu horário nobre, espaços para a valorização da educação pública, para a importância do trabalho docente e para a divulgação das lutas dos trabalhadores, entre eles os da educação”. A nota afirma também que “a veiculação da personagem da professora no Casseta e Planeta não contribui em nada para a melhoria da realidade da educação em nosso país. Muito pelo contrário. A brincadeira de mau gosto só reforça estigmas e estereótipos que desvalorizam o valor social da profissão docente”.

A CGC enviou um e-mail para o programa e até às 15h desta quarta-feira, dia 18, não havia resposta.

Na quinta-feira, às 9h31, a CGC recebeu um e-mail da Central Globo de Comunicação informando que “não houve qualquer intenção dos roteiristas do programa em denegrir a imagem dos professores através desse quadro”. A nota diz ainda que “a comédia, desde suas origens, sempre se valeu de caricaturas e personagens inspirados em tipos reais para expor suas críticas e construir seus tipos”.

Veja (só para assinantes da Globo) a íntegra do programa

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