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Professores acham que alunos entendem mais de informática

Pesquisa revela que 81% das escolas públicas urbanas tem laboratórios de informática equipados com computadores e destes, 86% têm acesso à internet
Uma pesquisa divulgada na terça-feira, dia 9, pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), mostra que 64% dos professores acreditam que os alunos entendem mais de computador e internet do que eles próprios, noticia a Agência Brasil.

Diretores, coordenadores pedagógicos e professores de escolas públicas das áreas urbanas apontam a faltam de infraestrutura adequada como um dos fatores de limitação para um uso eficaz da tecnologia no aprendizado. Entre os problemas, foram citadas a baixa velocidade de conexão de internet e o número insuficiente de computadores conectados.

A pesquisa entrevistou 1.541 professores, 4.987 alunos, 497 diretores e 428 coordenadores pedagógicos em 497 escolas brasileiras para identificar os usos da internet na rotina do ensino público. Segundo o levantamento, 81% das escolas tem laboratórios de informática equipados com computadores e destes, 86% têm acesso à internet. Em média, os colégios tinham 23 computadores instalados e 18 em funcionamento. Apenas 4% das salas de aula têm computador. O local da escola em que a máquina está mais presente é na sala do diretor ou coordenador pedagógico (88%).

O gerente do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br), Alexandre Barbosa, disse em texto distribuído pela assessoria de imprensa do comitê gestor, que o modelo de laboratório de informática com internet está “consolidado como política pública”, mas é necessário incentivar a “utilização pedagógica da tecnologia, já que o cotidiano do ensino-aprendizagem atualmente se desenvolve principalmente dentro da sala de aula e não no laboratório de informática.”

O diretor de formulação de conteúdos pedagógicos do Ministério da Educação (MEC), Sérgio Gotti, disse que as novas tecnologias precisam ser incorporadas à sala de aula e defende a manutenção dos laboratórios de informática. “Precisamos expandir essa questão da utilização do computador e o laboratório continuará existindo, porque tem outras funções e pode ser usado como biblioteca virtual, espaço de consulta para o professor, o aluno e a área administrativa. As políticas são complementares e temos que nos aproximar das tecnologias da forma mais rápida possível”, disse ele à agência de notícias do governo federal.

Segundo o diretor do MEC, cerca de 250 mil computadores já foram adquiridos pelas redes de ensino no Programa Um Computador por Aluno (UCA), que oferece uma linha de financiamento para que estados e municípios comprem a custo mais baixo laptops para serem usados individualmente pelos alunos.

A pesquisa revela também que 75% dos docentes entrevistados tem como fonte de apoio para o desenvolvimento de suas habilidades tecnológicas os contatos informais com outros educadores. O MEC informa que já formou mais de 300 mil profissionais em um programa de capacitação para o uso do computador. No entanto, Gott admite ser impossível que esse curso seja a única fonte de formação e atualização dos docentes.

“O professor precisa sempre estar procurando novas formas de atualização, até mesmo pela internet, mas principalmente com os seus alunos, com a nova geração”, disse. “Quando a gente olha a questão do uso do computador, bem ou mal a gente nota que há um incremento na utilização em função do que é o aluno do século 21, que está muito mais antenado nessa questão e, de uma certa forma, induz o professor a incorporar essas tecnologias.”

A pesquisa completa está disponível para consulta em http://www.cetic.br/educacao/2010.wobsнабор инструмента купитьлего цена

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