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Professores e universidades precisam se preparar para o novo ensino médio

A opinião é da presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Maria Auxiliadora Seabra
As principais dificuldades da reforma curricular do ensino médio serão convencer as universidades e preparar os professores. A opinião é da presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Maria Auxiliadora Seabra. São os Estados os responsáveis por esta etapa do ensino.

“O professor formado em biologia às vezes não domina nem todo aquele conteúdo, como poderá dar aulas de outras áreas? Precisamos de um esforço conjunto porque as universidades ainda resistem muito a esse modelo mais amplo de formação”, disse ela à repórter Amanda Cieglinski, da Agência Brasil.

Ela considerou a proposta do Ministério da Educação “interessante” e admitiu que o “ensino médio passa por uma crise de identidade, com um amontoado de disciplinas”. O Consed vai montar um grupo de trabalho para debater o projeto.

Ela criticou, no entanto, a ideia inicial do MEC de garantir verba extra apenas para os Estados onde estão as 100 escolas com piores notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Essa questão precisa ser dimensionada. Para a gente avaliar a eficácia desse novo modelo, ele teria que funcionar tanto em boas escolas, como em escolas com problemas”, afirmou.

Segundo a agência de notícias do governo federal, o Conselho Nacional de Educação (CNE) realizará audiências públicas para discutir o tema até julho. Se for aprovada, o ministério começará a negociar com os Estados.александр лобановскиймихаил безлепкин10 free poker