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Professores em greve ocupam sede do governo da Paraíba

Houve tumulto e três pessoas ficaram feridas. Em greve há 30 dias, eles reivindicam o pagamento do piso nacional e o fim dos descontos nos salários

Aproximadamente mil professores da rede estadual de ensino da Paraíba, em greve há 30 dias, invadiram o Palácio da Redenção, sede do governo da Paraíba, no centro de João Pessoa, na segunda-feira, dia 30. Segundo o jornal O Norte, houve tumulto e pancadaria e pelos três pessoas – dois professores e uma aluna – foram encaminhados para o hospital.

Além da reivindicação de que o Estado cumpra a Lei do Piso Nacional, a categoria está revoltada pelo corte dos salários, mas a reportagem não informa o motivo do corte.

Após uma assembleia que decidiu pela continuidade da greve, os professores seguiram em passeata até o Palácio da Redenção. Com apitos e faixas nas mãos, a categoria enfrentou seguranças, invadiu a sede do governo, ocupou as salas e exibiu faixas nas sacadas do Palácio. O jornal informa que os seguranças tentaram fechar as portas e tumulto começou.

O professor Vieira da Silva, presidente do Sindicato dos Professores de Cabedelo, disse que em 25 anos de profissão nunca viu “uma selvageria como esta”. A professora Fátima Rodrigues prestou queixa na Delegacia da Mulher, contra os seguranças do palácio.

A principal reivindicação dos professores é que o Estado pague o piso de R$ 1.187 por 40 horas de trabalho. De acordo com o Sintep, os cortes registrados nos salários de alguns professores variaram de R$ 150 a R$ 1 mil.

Em nota, o sindicato diz que houve “desconto indevido nos salários de vários trabalhadores, feito de forma aleatória, sem nenhum critério que justificasse o corte de pontos, uma vez que o salário pago em maio é referente à freqüência do mês de abril em que toda a categoria estava trabalhando”.

O secretário de Educação, Walter Aguiar, recebeu o comando de greve e os deputados estaduais Frei Anastácio e Anísio Maia e informou, segundo o Sintep, que só negocia após a desocupação do Palácio. Já o sindicato afirmou que a desocupação só aconteceria com o fim dos cortes.

Os parlamentares convenceram os sindicalistas e o secretário a transferir as negociações para a Assembleia Legislativa, onde ficaram reunidos o secretário, o comando de greve e os parlamentares. OS grevistas encaminharam uma lista de reivindicações e marcaram nova assembléia para quinta-feira, dia 2 de junho.

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