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Professores fazem protesto nacional por valorização da profissão

Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação diz que a paralisação de três dias tem adesão de 22 estados
Professores das redes públicas de todo o Brasil organizam três dias de paralisação para pedir melhores condições de trabalho e a valorização da profissão. Convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), o protesto começou na terça-feira e, segundo a entidade, atingiu 22 estados.

Os estados que aderiram foram Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Segundo a CNTE, os professores destes Estados irão decidir se continuam ou não a greve. De acordo com a Agência Brasil, São Paulo e Maranhão deflagraram greve por tempo indeterminado.

Em São Paulo, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp) estima que 25% da categoria aderiram à greve, mas a Secretaria de Estado de Educação diz que apenas 1% aderiu.

A principal reivindicação dos profissionais é o cumprimento da Lei do Piso Nacional dos Professores da Rede Pública, criado em 2008. O piso é de R$ 1.567 e deve ser pago em início de carreira.

De acordo com levantamento feito pela CNTE em março, apenas o Distrito Federal e quatro estados (Acre, Ceará, Pernambuco e Tocantins) cumprem integralmente a lei.

O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) garante que todos os estados pagam, mesmo que a remuneração completado por benefícios – o valor do piso salarial.

A categoria pede também a aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), que direciona as políticas para a área nos próximos dez anos, a destinação de 100% dos royalties do petróleo para o setor e a definição de diretrizes nacionais de carreira.

O presidente da CNTE, Roberto Leão, disse à agência de notícias do governo federal que só a valorização poderá atrair os jovens para a profissão. “A carreira de docente não é atrativa à juventude, os professores trabalham muito e não têm uma jornada respeitada para poderem viver com razoável dignidade”, disse.

Nesta quarta-feira, cerca de 200 trabalhadores em educação participaram na Câmara dos Deputados de ato em defesa da educação pública, informa a Agência Câmara. Roberto Leão afirmou que a manifestação é um chamado para que “os governantes acordem”. “Esse País precisa deixar de ser um país onde as coisas são aprovadas e ficam por isso mesmo se ninguém cumpre”, disse.бренд и торговая марка сходства и различияи другиепескоструйный аппарат купить