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Professores se acorrentam na sede do governo gaúcho

Eles denunciam a falta de pessoal, más condições de trabalho, o fechamento de laboratórios e de serviços de apoio pedagógico

Mais de 200 professores e funcionários de escolas estaduais do Rio Grande do Sul acorrentaram-se, na manhã desta quinta-feira, dia 11 de outubro, aos portões do Palácio Piratini, sede do governo, em protesto contra a política educacional da governadora Yeda Crusius (PSDB), informa a Carta Maior.

Os professores denunciam a falta de pessoal, as más condições de trabalho, o fechamento de laboratórios de ciências e de informática e de serviços de apoio pedagógico, como supervisão educacional e orientação pedagógica. Eles também são contrários aos projetos de enturmação (junção de turmas) e multisseriação (salas com alunos de várias séries).

Uma comitiva dos professores reuniu-se com o chefe da Casa Civil, Luiz Fernando Zachia, que se comprometeu a dialogar. No final da manhã, os professores tiraram as correntes e encerraram a manifestação.

“Este protesto é contra tudo o que o governo tem promovido visando desmontar a educação pública no estado, ao orçamento 2008 encaminhado ao Legislativo que não destina o percentual mínimo determinado pela Constituição à educação, contra o aumento de impostos e o sucateamento do estado – disse a presidente do Centro de Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers Sindicato), Simone Goldschmidt.

O sindicato já entregou ao subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Eduardo de Lima Veiga, vários documentos relatando os problemas enfrentados nas escolas. “Pode-se constatar a ausência de um projeto pedagógico, que está gerando um verdadeiro desmonte da rede pública estadual”, diz o documento.

Segundo a reportagem da Carta Maior, assinada pelo repórter Marco Aurélio Weissheimer, a governadora defende a enturmação dizendo que “a reorganização do número de alunos por turma foi muito bem estudada e somente foi colocado em prática após um levantamento criterioso das coordenadorias regionais nos estabelecimentos de ensino”. Segundo ela, das 53.035 turmas existentes na rede estadual de educação, foram reduzidas 2.390, “representando o ingresso do mesmo número de professores em salas de aulas e serviços como bibliotecas e laboratórios”.

De acordo com informações da Secretaria de Educação, a secretária Mariza Abreu passou toda a manhã discutindo o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) do governo federal, com representantes do Ministério da Educação e assessores. No próximo dia 30 de outubro, a governadora deverá assinar, na presença do ministro Fernando Haddad, o Termo de Adesão do Rio Grande do Sul ao PDE.

Leia a matéria da Carta Maior

Leia a matéria do sindicato

 

Leia a matéria da secretaria

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