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Professores universitários condenam acordo para o ensino do espanhol

Para eles, o projeto entre o MEC e o Instituto Cervantes ignora as pesquisas sobre ensino do idioama nas universidades brasileiras, informa o jornal O Estado de S. Paulo

Professores universitários condenam acordo para o ensino do espanhol Professores de universidades públicas fizeram um manifesto condenando o acordo assinado em agosto entre o Ministério da Educação e o Instituto Cervantes para o ensino de espanhol na rede pública, idioma obrigatório no ensino médio e facultativo no fundamental a partir do ano que vem, informa o jornal O Estado de S. Paulo desta segunda-feira, dia 17.

O acordo prevê um projeto-piloto para capacitar 30 professores de todos os Estados para trabalhar como tutores a distância na formação de 600 alunos. A idéia é fazer um teste. Se for aprovado, o projeto poderá ser ampliado.

O professor de espanhol da Universidade de São Paulo (USP) e vice-presidente da Associação de Professores de Espanhol do Estado de São Paulo, Adrián Pablo Fanjul, disse à repórter Simone Iwasso que não entende “por que usar metodologia baseada nos princípios de ensino de idiomas da União Europeia, que não tem nada a ver com a realidade do Brasil”. Segundo ele, há muitas pesquisas sobre ensino de espanhol nas universidades brasileiras

Na opinião da professora de espanhol da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Fernanda Castelano Rodrigues, a lei foi aprovada sem planejamento. “O que está acontecendo é que se pensou uma lei sem analisar as formas de implementação dela. Agora, ninguém sabe o que fazer”, afirmou ela ao jornal.

O secretário de educação a distância do MEC, Carlos Eduardo Bielschowsky, acredita que há uma “um mal-entendido” na questão e que o acordo não prevê a formação de professores pelo Instituto Cervantes. “Reconhecemos que as universidades brasileiras são as responsáveis pela formação dos professores. Mas o acordo não trata disso. O Cervantes está oferecendo material e vamos aplicá-lo para testar a metodologia”, disse.

Procurado pela reportagem do jornal, o Instituto Cervantes, não quis comentar a crítica dos professores brasileiros.

Dados do Ministério da Educação mostram que apenas 15% dos alunos do ensino médio têm aulas de espanhol. O Estado de S. Paulo informa ainda que não há professores de espanhol formados em número suficiente e os Estados ainda não criaram programas de formação, nem abriram concursos públicos.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) estabelece o ensino de um idioma estrangeiro no ensino básico.

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