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Protesto em universidades paulista dá sinas de esgotamento

Greve de professores termina na USP, mas continua na Unicamp e está dividida na Unesp. Funcionários das três universidades ainda estão em greve. Ocupação da reitoria da USP já dura 41 dias.

O movimento de protesto das universidades paulistas, iniciado dia 3 de maio com a ocupação da reitoria de USP e que se espalhou para a Unicamp e Unesp, começa a dar sinais de divisão e enfraquecimento.

Na segunda-feira, os professores da USP encerraram a greve de 19 dias, mas os funcionários mantiveram a paralisação. Já na Unicamp a greve dos professores prossegue. Na Unesp, o movimento se dividiu. O campus de Araraquara voltou à normalidade, mas em Marília as aulas continuam suspensas.

O governador José Serra voltou a criticar o movimento e indicou sinais de que a reintegração de posse da reitoria da USP, decidida pela Justiça há mais de 20 dias, poderá ser feita com a força policial.

A assembléia dos professores da USP foi marcada por tumulto envolvendo estudantes contrários à decisão de encerrar a greve. Alguns estudantes presentes vaiaram a decisão e o repórter fotográfico da Folha de S.Paulo Rodrigo Paiva foi agredido ao tentar fotografá-los.

Segundo o vice-presidente da Associação dos Docentes da USP (Adusp), Francisco Miraglia, a paralisação foi suspensa porque parte das reivindicações foram atendidas, como o reajuste salarial e garantia da autonomia dada pelo decreto declaratório do governador.

Já os funcionários da USP aprovaram a continuidade da greve, que começou no dia 16. As categorias das três universidades pedem reajuste salarial de 3,17% mais R$ 200 de parcela fixa. Os reitores ofereceram 3,37% e estudam outro aumento em outubro caso haja aumento na arrecadação do ICMS.

Na Unesp, de acordo com a Adunesp, os docentes estão em greve em seis campi: Marília, Assis, Ilha Solteira, Bauru, Rio Claro e Franca. A universidade tem campus em 23 cidades, que incluem 32 faculdades e institutos.

Segundo a assessoria de imprensa da Unesp, grupos de alunos continuam ocupando prédios nos campi de Rio Claro, Assis, Franca, Presidente Prudente e Ilha Solteira. De acordo com a universidade, não houve dano ao patrimônio durante as invasões.

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