Prouni: 58,5% das bolsas foram para cursos com baixa avaliação - CGC Comunicação em Educação
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Prouni: 58,5% das bolsas foram para cursos com baixa avaliação

Os financiamentos do Prouni para os cursos de formação de professores cresceram 53% em oito anos no Brasil. Mais da metade destas bolsas foi para cursos que tem baixa avaliação do Ministério da Educação. E a maioria para alunos de ensino a distância. Os dados são de uma pesquisa da ong Todos pela Educação e foram divulgados pela Globonews e G1 na terça-feira, dia 15 outubro.

No ano passado, 26.978 estudantes começaram a formação de professor contando com este programa do governo, um aumento de 53% em relação a 2010. Este crescimento precisa ser visto com cautela.

Um estudo feito pelo Todos pela Educação mostrou que estes novos alunos que pretendem ser professores se matricularam principalmente em cursos de ensino a distância e naqueles mal avaliados pelo Ministério da Educação.

Ao todo, foram  17.992 bolsas do Prouni no ensino a distância, algo em torno de 7 em cada 10 que optaram pela formação de professores. E quase 60% escolheram faculdades mal avaliadas pelo próprio governo.

O professor Marcelo Ganzela, coordenador do curso de graduação em Letras do Instituto Singularidades, explica que o ensino a distância é uma tendência, mas que ele precisa ser dosado. Na opinião dele, é importante que “o professor conheça e vivencie trilhas dentro do online, mas é lógico que, absolutamente, a formação dele é presencial na maior parte do tempo”.

Ele destaca que o aluno precisa ter uma vivência no online para que ele, quando for professor, possa aproveitar “o online para incrementar a formação de crianças e adolescentes que serão os seus alunos”.

Em nota, o Ministério da Educação informou que o Prouni segue a tendência de expansão de vagas ofertadas em todos o país. A nota diz ainda que, de acordo com o levantamento do Exame Nacional de Avaliação dos Estudantes (Enade) não houve queda na qualidade da educação nos cursos de ensino a distância.