by /0 comments

Prouni terá critério de renda maior e incentivo para cursos de exatas

Bolsas integrais poderão ser pleiteadas por quem tem renda familiar mensal per capita de três salários mínimos

O Ministério da Educação (MEC) fará duas grandes mudanças no Programa Universidade para Todos (Prouni) ainda este ano. Uma reportagem do jornal Valor informa que o critério de renda será elevado e novos mecanismos serão criados para aumentar a oferta de bolsas em cursos estratégicos, principalmente na área de exatas.

A reportagem de Luciano Máximo informa que a área de humanas é responsável por 65% das bolsas, enquanto cursos como engenharia e ciências da computação somam 18% e os de saúde (medicina e enfermagem) têm 17%.

Atualmente, as bolsas integrais são para quem tem renda familiar mensal per capita de um salário mínimo e meio. Agora em julho, o MEC apresentará um projeto para dobrar esse teto, disse o secretário de regulação do ensino superior do MEC, Jorge Messias.

Para ele, a mudança é apenas “uma necessidade de ajuste, porque o programa tem uma legislação de 2005, que refletiu a realidade socioeconômica da época”. O secretário justifica com o argumento de que mais de 30 milhões de pessoas foram para a classe média nos últimos 10 anos.

Dados do Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que 8,1% das famílias brasileiras têm rendimento per capita mensal entre dois e três salários mínimos, o que significa um novo público potencial para o Prouni de mais de 4,6 milhões de famílias.

O dirigente do MEC não falou sobre o impacto para os cofres públicos da medida. Disse apenas que as mudanças fazem parte de um conjunto de outras medidas recentes, como a criação de 2.415 vagas de medicina em universidades federais e o projeto em discussão no Congresso que transforma R$ 15 bilhões em dívidas tributárias – de faculdades particulares com o governo federal – em até 500 mil bolsas do Prouni.

Alem disso, o Plano Nacional De Educação (PNE) tem como meta elevar a proporção de matrículas entre jovens de 18 a 24 anos de 15% para 33% em dez anos.

O programa custeado por incentivos fiscais já garantiu bolsas para mais de 1 milhão de jovens de baixa renda em faculdades particulares desde 2005, informa o jornal.

ибінтернет магазин игрушекігри для дєвочек