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Prova Brasil vira critério para 14º salário no Espírito Santo

Os professores e funcionários das escolas municipais de Vila Velha receberão benefício no final de 2010. Três especialistas ouvidos pelo jornal A Gazeta são contrários à premiação por mérito

Os professores e funcionários das escolas municipais de Vila Velha, no Espírito Santo, que alcançarem resultado acima da média nacional na Prova Brasil receberão um 14º salário em 2010, noticia o jornal A Gazeta.

Hoje, 37 das 58 escolas do município estão acima da média nacional no exame, que avalia o desempenho dos alunos em Língua Portuguesa e Matemática. A média de Vila Velha é de 4,8, enquanto a média nacional é de 4,2, informa o secretário municipal de Educação, Heliosandro Mattos. Segundo a reportagem de Priscilla Thompson, o 14º salário poderá beneficiar até três mil profissionais.

Para o secretário, “o professor motivado e mais bem remunerado rende muito mais na sala de aula”. Este ano, a prefeitura reajustou os salários dos professores em 12,22%. Mattos diz que também está oferecendo gratificações para professores que desenvolvem projetos fora da sala de aula. “Dependendo do projeto, a gratificação pode ser de até 100% em cima do salário”, afirmou.

O jornal ouviu três especialistas no assunto: todos são contrários à premiação por mérito.

Para o diretor de comunicação, Swami Bérgamo, Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado (Sindiupes), a decisão da prefeitura de Vila Velha “parece boa, mas não é”. Na opinião dele, “a melhoria da qualidade do ensino não depende só do professor; além disso, todo professor merece ganhar bem e ter incentivo para melhorar a qualidade da Educação”, afirmou

A professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Cleonara Schwartz, disse que a medida é equivocada. “Educação é um processo mais complexo que a simples relação aluno-professor”, disse à Gazeta.

Na visão da também professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Ufes, Gilda Cardoso Araújo, o prêmio por mérito pode ser prejudicial. “Pode ter efeitos a curto prazo, na medida em que a escola busca uma melhoria nos índices, mas não necessariamente, na qualidade do ensino”, disse.

Leia a íntegra da reportagem de A Gazeta

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