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Prova nacional confirma disparidades na alfabetização

Teste com 6 mil alunos do 3° ano do ensino fundamental de escolas urbanas municipais, estaduais e privadas reafirma deficiência na aprendizagem de matemática, escrita e leitura, principalmente na rede pública e no Norte e Nordeste
Uma prova com 6 mil alunos do 3° ano do ensino fundamental de escolas urbanas municipais, estaduais e privadas de todas as capitais do Brasil confirma que a aprendizagem de matemática, escrita e leitura ainda é deficiente, principalmente na rede pública e nos Estados do Norte e Nordeste.

Na média nacional, em matemática, 57,2% dos alunos estão com desempenho abaixo do esperado para o 3º ano. Em escrita, 46,6% não aprenderam adequadamente o conteúdo e em leitura, 43,9% deles não se apropriaram desta habilidade na idade esperada.

A chamada Prova ABC, uma parceria do movimento Todos Pela Educação, do Instituto Paulo Montenegro/Ibope, da Fundação Cesgranrio e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), autarquia do Ministério da Educação, foi aplicada no primeiro semestre deste ano.

A avaliação usou a mesma escala da desempenho do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), exame do MEC para os alunos do 5° e 9° do ensino fundamental.

Ao detalhar o teste, as diferenças educacionais entre as escolas públicas e privada e entre as regiões ficam muito evidentes. Em leitura, 79% dos estudantes de instituições particulares aprenderam o esperado, contra 48,6% dos colegas do ensino público.

Na escrita, 43,9% dos alunos da rede pública aprenderam o conteúdo, contra 82,4% dos estudantes das escolas privadas.

Em matemática, esta desigualdade é ainda maior: 74,3% dos alunos dos colégios particulares aprenderam o esperando, contra 32,6% entre os que estudam no sistema público.

Por região, o melhor resultado em matemática está no Sul, nas escolas privadas: 86,3% se apropriaram dos conteúdos. Já o pior desempenho está no Nordeste, onde apenas 21,9% dos alunos das escolas públicas aprenderam o esperado.

Em leitura, o melhor resultado também está no Sul, entre os estudantes da rede privada: 86,8% aprenderam, contra apenas 36,5% dos alunos da rede pública do Nordeste.

Na escrita, o melhor resultado está no Sudeste, onde 97,7% das crianças das escolas privadas estão com o desempenho adequado, contra apenas 21,3% dos alunos das escolas públicas do Nordeste.

Em nota, o Inep afirma que os resultados desafiam “o MEC a investir mais ainda nos três primeiros anos do Ensino Fundamental”. A autarquia do MEC acredita que as crianças estão melhores em leitura e escrita do que em matemática por causa do programa Provinha Brasil de língua portuguesa, desenvolvido pelo MEC e realizado pelas escolas desde 2008. O Inep informa que a matemática foi incluída agora no segundo semestre de 2011.

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