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Prova vaza e Enem é adiado

“Há fortes indícios de que houve vazamento, 99% de chance”, afirmou o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, após ser alertado por O Estado de S. Paulo. O jornal diz que um homem tentou vender as provas por R$ 500 mil. Novo exame deve ser realizado em 45 dias.

O vazamento da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) obrigou o Ministério da Educação a adiar na madrugada desta quinta-feira, dia 1º, a prova que seria aplicada neste final de semana para 4,1 milhões de candidatos, informa jornal O Estado de S. Paulo na internet. “Há fortes indícios de que houve vazamento, 99% de chance”, afirmou o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, após ser alertado pelos repórteres Renata Cafardo, Sergio Pompeu e Evelson de Freitas.

De acordo com o diário paulista, o MEC tem uma outra versão da prova do Enem já pronta para substituir a que foi cancelada. A expectativa do ministério é realizar o exame em 45 dias.

Segundo o jornal, na tarde de quarta-feira um homem ligou para a redação dizendo ter as duas provas que seriam aplicadas no sábado e no domingo em em 1,8 mil cidades do País. Ele teria pedido R$ 500 mil para entregar as provas. “Isto aqui é muito sério, derruba o ministério”, afirmou o homem, não identificado. O Estado de S. Paulo informa que consultou rapidamente o material para verificar se era verdade e garante que não se comprometeu a comprar as provas.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, que assegura não ter acesso à prova, confirmou o vazamento após receber informações do jornal e consultar o Inep, autarquia do ministério responsável pelo Enem. A reportagem informa ainda que as questões originais estavam guardadas em um cofre, que foi aberto para confirmar o vazamento.

O Estado de S. Paulo noticia que teve um encontro com o homem que telefonou na noite de quinta-feira, na zona oeste da capital. Eles estava acompanhado de outra pessoa. Eles disseram ter recebido o material na segunda-feira de um funcionário do Inep e que a fraude envolve cinco pessoas. “Ninguém aqui é bandido, ninguém tem ficha na polícia, nós dois temos emprego”, disse o homem, de acordo com a reportagem.

Ele disse ainda que viu a oportunidade de ganhar dinheiro com o caso e garantiu não ter “motivação política.” Afirmou também que procurou um advogado e registrou “em cartório cópias das provas.”

A reportagem relata ainda que o outro homem era “mais incisivo” e teria cobrado o tempo todo uma decisão sobre o pagamento dos R$ 500 mil. “Isto aqui é muito grande, eu não quero correr o risco de morrer por nada.” A reportagem informa que recusou pagar e homem teria dito que poderia vender o material “por mais dinheiro”.

Leia a íntegra da reportagem de O Estado de S. Paulo

Ouça a entrevista do Ministro da Educação à rádio Eldorado

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