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Educação: quais as tendências para 2019?

Por Antonieta Megale *

A educação atual não é tarefa das mais fáceis em uma época caracterizada pela diversidade de informações, pensamentos e paradigmas. As demandas da sociedade atual, relacionadas principalmente ao vertiginoso desenvolvimento tecnológico que estamos vivendo, nos impõem o desafio de pensar a escola de modo que ela possa acompanhar as mudanças do mundo.

É fundamental concebermos a escola como um espaço educativo no qual todos possam construir aprendizagens que ampliem suas possibilidades de atuação no mundo. Para tanto, o currículo, as metodologias, os processos e até mesmo os espaços precisam ser revisitados. Sabemos o quanto isso é complexo e assustador, embora de extrema necessidade nos dias de hoje.

Mapeamos, então, quatro principais tendências e explicamos como elas podem impactar as aprendizagens de seus alunos em 2019.

1 – Ensino de uma língua adicional

O ensino de línguas adicionais ganha papel de destaque na escola atual e tem como objetivo a formação de um cidadão capaz de atuar em cenários diversos como o que nos deparamos na atualidade. Isso ocorre uma vez que o educando se torna cada vez mais apto, por meio de uma outra língua, a acessar uma multiplicidade de discursos e, desse modo, ampliar seu repertório e sua visão de mundo.

2 – Trabalho com modelos flexíveis e com tecnologia em sala de aula

A aprendizagem por meio de projetos reais, com jogos e com informação contextualizada, equilibrando colaboração e personalização é o caminho mais significativo hoje. Um currículo mais flexível, que inclua metodologias ativas, para promover a participação e o engajamento dos estudantes nas atividades, é essencial para alcançarmos os objetivos de aprendizagem e formamos sujeitos mais colaborativos e empáticos.

3 – Revisão dos currículos e elaboração dos planos de ensino a partir da BNCC

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é o documento que define o conjunto de conhecimentos e habilidades essenciais para todos os estudantes do Brasil. A BNCC serve como referência para a construção e a adaptação dos currículos de todas as redes de ensino do país. Seu sucesso depende crucialmente de sua implementação.

Os professores e coordenadores têm um papel-chave no desenvolvimento e na prática dos pressupostos descritos nesse documento. Assim, é fundamental que educadores, de forma geral, entendam a BNCC como um documento formativo também para os profissionais que já atuam nas escolas e que precisam se atualizar para que consigam transpor para sala de aula os princípios observados na base.

4 – Ressignificação da educação infantil

A etapa da escolarização que corresponde à educação infantil não pode mais ser vista apenas como um lugar onde são realizados os  cuidados básicos de higiene e alimentação, e sim um espaço no qual o educar e cuidar estejam integrados e em que laços afetivos sejam criados.

 A educação infantil é uma das mais importantes etapas da formação da criança, uma vez que é nela que a criança tem a possibilidade de experimentar o mundo fora do núcleo familiar, aprender a interagir com os diferentes discursos e fazer  várias descobertas em diferentes áreas do conhecimento.

Assim, a escola deve promover uma educação que considere a formação física, cognitiva, ética, estética, afetiva, de relações interpessoais e de inserção social de seus alunos, respeitando as especificações de cada um deles.

Como nós, educadores, devemos nos preparar frente a tantas mudanças?

Frente a um mundo em constante mudança, a formação continuada é imprescindível para o educador. A formação de professores deve ser um processo permanente de aperfeiçoamento e renovação dos saberes necessários à atividade profissional.

Ela é realizada após a formação inicial e tem como objetivo central assegurar um ensino de melhor qualidade aos educandos. Essa formação possibilita um novo sentido à prática pedagógica, ao contextualizar novas circunstâncias e ressignificar a atuação do professor.

 

*  Antonieta Heyden Megale é coordenadora dos cursos de extensão e pós-graduação em Educação Bilíngue do Instituto Singularidades. É Doutora em Linguística Aplicada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Mestre em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Pedagoga e Bacharel em Comunicação Social.