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Qual o tempo certo da tarefa escolar?

No dia-a-dia dos estudantes do ensino médio é comum nos deparamos com uma situação de aflição, afinal, eles sempre possuem uma tarefa a ser feita para… amanhã.

O fato de a urgência os perseguir regularmente, talvez por deixarem sempre tudo para última hora, às vezes acaba por refletir-se no resultado final, com a apresentação de trabalhos sucintos, sem grande profundidade. Uma realidade que levanta, nas entrelinhas, a seguinte questão: qual o tempo certo da tarefa escolar para que o aluno possa se aprofundar adequadamente ao tema? Um dia, uma semana, um mês?

Algumas escolas da capital paulista desenvolveram estratégia pedagógica interessante para agregar ao “tempo” do aluno uma pesquisa consistente. Aplicaram a tarefa de elaboração de uma monografia. O trabalho, antes restrito apenas aos estudantes universitários, agora faz parte do planejamento pedagógico de escolas do ensino médio por possuir algumas características importantes para o “calçamento” educacional do aluno, ao prepará-lo para a vida na universidade: o estudo solitário, sobre tema relevante, durante longo tempo.

É o caso do Colégio Ítaca, zona oeste da capital, que no 2o ano do Ensino Médio pede uma “dissertação ou estudo minucioso que se propõe a esgotar determinado tema, podendo ser ele ponto da história, da arte, da ciência ou sobre uma pessoa ou região”. Em abril os alunos foram convidados a escolher cada um o seu tema. No mês seguinte, em conversas com o orientador, entregaram uma pesquisa de bibliografia e um pré-projeto. Em junho e julho, pesquisaram, pediram orientações e escreveram o “corpo”, dentro da formatação padrão de uma monografia. E no último mês de agosto, com orientações individuais combinadas com os professores das disciplinas relativas ao tema escolhido, finalizaram a redação.

Para Mercedes de Paula Ferreira, diretora pedagógica do Ensino Médio, “a monografia permite uma maturidade intelectual do aluno”. Segundo ela, no Ítaca não há banca final, os alunos expõem o tema se quiserem. “Limitamos também a pesquisa na internet em 50%, a outra metade tem de ser feita nos livros”, explica a coordenadora.

Já no Colégio Móbile, os alunos do 2º ano do ensino médio têm a possibilidade de desenvolver projetos de iniciação científica, nos mesmos moldes dos exigidos pelas universidades no último ano da vida acadêmica.

“Mesmo não estando na universidade, os estudantes podem estabelecer contato direto com a atividade científica a partir de um instrumental teórico e metodológico que os torna capazes de desenvolver um trabalho estimulante e criativo”, diz Maria da Glória Andrade Martini, assessora da direção do ensino médio.

No Colégio IL Peretz, no curso Informática Aplicada a Projetos, o objetivo final é preparar o aluno para a defesa de seu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso).

Segundo a Coordenadora de Projetos, Roxane Nascimento, a partir do 6º. Ano do Ensino Fundamental, os alunos, reunidos em pequenos grupos, desenvolvem um grande projeto que começa a ser construído no início do ano letivo e encerra-se no final do ano.

Já na 2ª série do Ensino Médio, selecionam e resumem fontes bibliográficas sobre o assunto escolhido, fazem entrevistas, pesquisas de campo e redigem a monografia, depois submetida à uma qualificação.

A partir dos comentários e sugestões da banca de qualificação, seguem aperfeiçoando seu trabalho para a defesa no mês de maio do ano seguinte, quando estarão na 3ª. Série do Ensino Médio.

Para Rosana Nunes, coordenadora pedagógica do Colégio Hugo Sarmento, na Vila Madalena, o exercício de dar mais autonomia ao aluno no estudo, não se traduz especificamente num trabalho de monografia, mas sim num processo que se estende do ensino fundamental ao médio. Para ela, é importante que o aluno adquira, dia a dia, uma postura de estudante, estabeleça uma rotina de estudos, em local apropriado, sempre buscando sua autonomia no aprendizado.uaкурсы по ремонту оргтехникикарданный светильник led

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