by /0 comments

Rede de apoio ao primeiro emprego constrói projeto de vida

O trabalho transforma vida. Foi com essa premissa que a NANE – Escola Novo Ângulo Novo Esquema -, percebendo a dificuldade de alguns alunos que, ao saírem da escola, não conseguiam se colocar no mercado de trabalho, criou o projeto Pro Emprego, há 4 anos. “Somos uma escola regular inclusiva, que atende a uma diversidade de pessoas e, algumas, precisam de apoio para dar continuidade à vida profissional, dentro de seus limites”, conta Malena Calixto, coordenadora do projeto. Com o apoio institucional na Lei de Cotas (Lei 8213/91), que determina que empresas que contenham a partir de 100 funcionários devem contratar pessoas “portadoras de necessidades especiais”, a Nane desenvolve um trabalho que serve como rede de apoio ao deficiente, que envolve familiares, profissionais e comunidade. “Uso o termo ‘pessoa que precisa de apoio’. Acho mais adequado”, esclarece.

O primeiro passo é fazer com que o jovem passe por uma orientação vocacional, com atendimento individual. Nesse processo, alguns objetivos estão pressupostos: reflexão sobre o mundo do trabalho, promoção de uma escolha consciente, ou seja, conforme suas limitações, formação de profissionais competentes, que saibam seus direitos e deveres e, fundamentalmente, construção de um projeto de vida de longo prazo. “A intenção é dar a eles uma dimensão da realidade, que saibam seus potenciais de autonomia”, diz Calixto. Ao mesmo tempo em que parece frustrante, diz a educadora, torna-se libertador, porque o jovem se sente mais apto a desempenhar sua função no trabalho.

O segundo momento corresponde ao desenvolvimento do emprego. A partir do contato com empresas parceiras, o jovem realiza uma série de visitas para possibilitar uma escolha mais acertada. Eles observam o local de trabalho, verificam quais suas possibilidades, qual o ramo de atuação da empresa. Outro aspecto fundamental é a sensibilização da equipe de funcionários que irá receber o candidato. “Antes de entrar na empresa já existe certamente um acordo entre nós. Não adianta apenas a necessidade de cumprir a lei de cotas. Se pudermos realizar a parceria de acordo com nossa proposta, sem problemas. Assim, a receptividade é bem maior”, destaca. Empresas que não precisam atender à lei também são parceiras, justamente por acreditar no potencial da inclusão nas relações entre a equipe de trabalho, para além da responsabilidade social. “A necessidade de um olhar mais atento a um funcionário, provoca uma movimentação saudável, humaniza o ambiente”.

O acompanhamento pós-colocação constitui o terceiro passo, e o jovem conta com a visita sistemática da equipe no local de trabalho. É um suporte para a empresa e tem como objetivo abrir um espaço para possíveis questões e desconhecimento dos seus funcionários em lidar com a inclusão. A Nane oferece também o que chama de grupo operativo, em que jovem, já empregado, pode trocar experiências com seus pares, refletir sobre seu dia a dia. As famílias, bem como os profissionais multidisciplinares que atendem ao jovem também participam de reuniões na escola, fechando a rede de apoio.

translate english to france frenchwobsв деревянном

Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterEmail this to someone