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Regime de colaboração melhora educação em Goiânia

“Nós queremos estreitar essa parceria, porque, independente de partido, queremos a mesma coisa: uma educação pública de qualidade”, afirma a secretária Márcia Carvalho
Divulgação
Para Márcia Carvalho, educação está acima dos partidos
Para Márcia Carvalho, educação está acima dos partidos

O trabalho em conjunto da Secretaria de Educação de Goiânia com o Estado e com a União, o chamado regime de colaboração, está ajudando a melhorar a educação pública na capital de Goiás. A secretária de Educação, Márcia Carvalho, que continuou à frente da pasta, diz, em entrevista à CGC Educação, que já elaborou há dois anos o Plano de Ação Articulada (PAR) estabelecido pelo Ministério da Educação e que tem reuniões periódicas com a secretaria de Educação do Estado para apressar o processo de municipalização do ensino fundamental 1.

Em 2007, Goiânia estava em 11° lugar no Ideb nas primeiras séries do ensino fundamental com nota 4,2, a mesma da média nacional. Em 2005, a nota era de 3,9. Já no fundamental 2, a cidade ocupava em 2007 o 14° lugar, com 3,3, contra 3,8 da média nacional.

Segundo a secretária de Educação, a parceria com o governo federal garante a participação de Goiânia em 13 programas do Ministério da Educação. Segundo ela, os repasses do MEC estão em dia.

Piso

Com um orçamento anual em torno de R$ 335 milhões, Márcia Carvalho destaca que já paga o piso salarial para os professores. “A Prefeitura de Goiânia está cumprindo o estabelecido, visto que os profissionais de educação com 40hs semanais tem vencimento inicial de R$ 943,55, mais uma gratificação de regência de classe no valor R$ 236,72”, diz.

A secretária de Educação, alerta, no entanto, que não há recursos para cobrir o aumento da obrigatoriedade do ensino de 4 para 17 anos, como determina um projeto em tramitação no Congresso. “Imediatamente não temos como realizar esse atendimento. A Prefeitura de Goiânia precisará de um tempo para adequação”, afirma, ao lembrar que cabe ao governo estadual a oferta do ensino médio.

Márcia Carvalho destaca que a relação do governo do Estado com o município é muito boa. “Nos propusemos trabalhar juntas, principalmente, a questão da demanda do ensino fundamental”, afirma. Sobre a municipalização do fundamental 1, ela diz que várias reuniões estão acontecendo para cumprir a lei.

A secretária chama a atenção também para a união de esforços para melhorar a formação dos professores. “Nós também trabalhamos juntos na capacitação dos profissionais, principalmente as capacitações que são subsidiadas com recursos federais. Nós queremos, cada vez mais, estreitar essa parceria, porque, independente de partido ou posição, queremos a mesma coisa: uma educação pública de qualidade”, afirma.

Balanço

Ao fazer um balanço da sua primeira gestão na pasta da Educação de Goiânia, Márcia Carvalho, cita o aumento nas matrículas da educação infantil, os cursos de formação de professores e a preocupação em atender aos estudantes com necessidades especiais. “O balanço é positivo, principalmente, no que diz respeito ao atendimento à educação infantil em Goiânia, pois dobramos o número de crianças atendidas nas instituições, além de ampliarmos, também, praticamente na mesma proporção, o número de unidades que trabalham com esta modalidade de ensino”, diz.

Ela ressalta também a implantação, em 2006, de dois Centros Municipais de Apoio à Inclusão (CMAIs), que atendem os estudantes com alguma necessidade educativa especial. “Acredito que a educação inclusiva tem que sair do papel, dos projetos e começar a acontecer, extrapolar o discurso e partir para a ação”, afirma.

Márcia Carvalho ressalta também o trabalho de qualificação profissional desenvolvido para professores e demais servidores da educação. Entre 2005 e 2008 a Secretaria Municipal de Educação informa que promoveu mais de 180 ações formativas, com mais de 17 mil profissionais, atendendo tanto aos professores quanto aos servidores administrativos. “Estas ações, com certeza, refletem positivamente no aprendizado dos nossos alunos”, diz ela. O Centro de Formação de Profissionais da Educação oferece atualmente 10.722 vagas, informa a secretária.

Integral e informática

Outro ponto importante, segundo ela, foi a implantação da proposta da escola em tempo integral. “Não existia em Goiânia e nós a implantamos. Hoje já são 15 e nós queremos ampliar esse número cada vez mais, porque entendemos que a jornada escolar do aluno deve ser ampliada para oportunizar-lhe novos aprendizados e novas experiências”, diz.

Márcia Carvalho reconhece que o maior desafio é a questão da informática nas escolas. Goiânia é uma das capitais mais atrasadas na implantação de internet nas escolas. Ocupa a 23ª posição no ranking nacional, de acordo com dados do MEC de 2007. “Nós praticamente dobramos o número de laboratórios, porém, isto não é o suficiente”, afirma. Na visão dela, a inclusão digital não é “somente equipar escolas, mas fazer com que o professor e o aluno se interessem por esta nova ferramenta, para que ela possa se tornar um instrumento a mais de aprendizagem”.

A Secretaria de Educação de Goiânia oferece hoje atendimento em 324 instituições de educação infantil e de ensino fundamental, atendendo a 128.226 alunos. São ao todo 14 anos de estudos na rede municipal: 5 anos de atendimento oferecidos nos Centros Municipais de Educação Infantil e os 9 anos do ensino fundamental, oferecidos em escolas municipais. (Fábio Galvão)набормас кистиuk live casino